
Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu
O que é mais lento do que uma bala em alta velocidade e capaz de atingir dois edifícios altos com um único salto?
Tipo
Filme
Ano
1980
Duração
88 min
Status
Released
Lançamento
1980-06-27
Nota
7.3
Votos
5.010
Direção/Criação
Jerry Zucker
Orçamento
US$ 3.500.000
Receita
US$ 83.453.539
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O piloto Ted Striker, ex-combatente de guerra, é forçado a assumir os controles de um avião quando a tripulação sucumbe à comida contaminada. Elaine, sua namorada, tem de ser aeromoça e co-piloto. Juntos, eles vão tentar salvar os passageiros e terminar o voo com sucesso, mas existe um problema: ele é neurótico.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Uma comédia memorável, e que merece ser revisitada ocasionalmente.** Eu não posso dizer o quão este filme foi inovador na sua época porque não sou daqueles peritos em cinema que sabe quase tudo (gostaria de saber mais e sempre aprendo mais, mas remeto-me à insignificância de pouco saber). Porém, e até onde eu consigo entender, acho que foi mesmo uma das primeiras sátiras non-sense americanas, sob forte inspiração dos Monty Python, grupo inglês que estava a ter os seus maiores sucessos nessa altura, e do filme “National Lampoon Animal House”, que também tinha sido lançado nesta época. Para este trabalho, Jim Abrahams e os irmãos Zucker (que asseguram a direcção e toda a escrita do roteiro) fizeram uma história hilária em torno de um voo doméstico nos EUA que corre muito mal quando quase toda a gente, incluindo o piloto e o co-piloto, comem um peixe estragado. Há algumas piadas que funcionam melhor, outras pior, mas o humor do filme é suficientemente inteligente para escapar ao rótulo de riso fácil. A piada em que o piloto tenta seduzir uma criança é, talvez, o momento mais infame do filme, mas eu não sou um fã acérrimo do politicamente correcto e lidei muito bem com isso. Os roteiristas também não resistem à tentação de incluir algumas piadas sobre sexo, mas eu não vi nada que eu realmente ache que ultrapassou os limites do aceitável. Para o filme, foram chamados actores com uma notável veia satírica e humorística, mas que nem sempre haviam tido a oportunidade de apostar em comédias, ou não tinham feito cinema antes. Foi o caso de Peter Graves, Robert Hays, Julie Hagerty ou Lloyd Bridges, mas também de Leslie Nielsen. É bastante surpreendente, considerando que nós o recordamos pelas suas comédias, mas ele não tinha feito nenhuma comédia notável antes deste filme. O elenco parece estar a divertir-se tanto com o trabalho que acredito que todo o grupo guardou excelentes memórias do projecto. Como trabalho técnico e estético, o filme destaca-se pela qualidade da cinematografia e do trabalho de filmagem, mas ainda pelos bons adereços e efeitos conseguidos.
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