Depois da Terra
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Depois da Terra

Depois da Terra

O perigo é real. O medo é uma escolha.

Tipo

Filme

Ano

2013

Duração

100 min

Status

Released

Lançamento

2013-05-30

Nota

5.2

Votos

6.824

Direção/Criação

M. Night Shyamalan

Orçamento

US$ 130.000.000

Receita

US$ 243.843.127

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Cypher embarca em uma viagem espacial ao lado do filho, Kitai, mas uma chuva de asteroides os forçam a pousar na Terra, que há mil anos não é habitada por humanos. Com Cypher gravemente ferido, Kitai enfrenta grandes perigos na busca do sinalizador, o único objeto que pode ajudá-los a voltar para casa.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**O pior filme que eu já vi da carreira de Night Shyamalan (até agora).** Night Shyamalan é um director que já nos habituou a uma certa inconstância. Por vezes faz filmes brilhantes como "Sexto Sentido", mas é preciso fazer uma pescaria no meio da porcaria que vai fazendo. Este filme é apenas mais um, talvez um dos piores filmes deste cineasta que eu já vi, na medida em que é aborrecido do início ao fim. Tudo se passa cerca de mil anos depois de o Homem ter abandonado o planeta Terra, alegadamente destruído e poluído. A viver exilado em colonatos e bases montadas fora do Sistema Solar, o Homem vive em guerra permanente com alienígenas. A Terra, por sua vez, regenerou-se das suas feridas mas o vazio deixado pelo Homem permitiu a outras espécies desenvolverem-se e competirem pela supremacia, criando um planeta hostil à presença humana. O roteiro decorre precisamente na Terra, quando uma nave humana se despenha sobre o planeta e apenas dois ocupantes, pai e filho, sobrevivem. Pessoalmente, detestei a história do filme porque me parece totalmente irrealista e fora de qualquer margem de credibilidade aceitável. Nem sei bem por onde começar a falar acerca disso. Tudo, desde as premissas, soa mal. O planeta nunca pareceu tão belo, fora de qualquer ameaça ao ser humano que não fosse passível de ser resolvida, dado que tínhamos, supostamente, tecnologia extremamente avançada. A direcção, e o trabalho geral de Shyamalan, nunca me pareceu tão fraco e preguiçoso como até este filme. O elenco é pobre. Will Smith parece totalmente desinspirado, numa personagem idiota e sem qualquer alma. Ele é um bom actor, a capacidade dele e o talento dele não estão em causa porque ele já deu provas disso várias vezes, mas parece inquestionável que este esforço ficou muito aquém do que ele é capaz. Ao seu lado, curiosamente, está o filho Jaden Smith. Tenho dúvidas se ele tinha já capacidade como actor para fazer um trabalho como este, dado que tudo o que vi da performance dele é fraco e histriónico. Ele parecia pouco a vontade com o papel e nem com o pai estabeleceu uma boa química de trabalho. Mas convenhamos, ele é jovem, ainda está a adquirir experiência e, se quiser realmente seguir as pisadas do seu pai, tem muito por onde ver, aprender e melhorar. A questão é querer. Pessoalmente, vou gostar de ver este jovem fazer mais e melhor no futuro. Tecnicamente, o filme também me pareceu muito frágil. Usando e abusando da tela verde e de um CGI mediano, tem uma fotografia desigual, com bons momentos surgindo pontualmente no meio de uma monotonia reinante. Os cenários, em especial os mais futuristas, parecem muito artificiais... parecem o que são! Cenários! Os figurinos também estão contaminados por esta dose elevada de inverosímilidade. A banda sonora não me disse nada. O que foi feito aqui é muito mau, e eu acho que isso se dever mais ao mau material dado aos actores, a um mau roteiro e à falta de habilidade ou de empenho do director.

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