
Tipo
Filme
Ano
2007
Duração
114 min
Status
Released
Lançamento
2007-11-28
Nota
6.9
Votos
433
Direção/Criação
Tamara Jenkins
Orçamento
-
Receita
US$ 10.653.221
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Wendy (Laura Linney) e Jon Savage (Philip Seymour Hoffman) sempre buscaram escapar do jeito dominador de seu pai (Philip Bosco), sendo que agora lidam apenas com suas próprias vidas. Wendy uma dramaturga no East Village e Jon trabalha como professor universitário em Buffalo. Um dia eles recebem um telefonema que os informa que seu pai, Lenny, está aos poucos sendo consumido pela demência e que apenas eles podem ajudá-lo. Isto faz com que Jon e Wendy voltem a morar juntos, o que não ocorria desde a infância. Apesar do ressentimento com o pai e entre si, os dois irmãos tentam se adaptar à nova situação.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um excelente trabalho dos actores principais, mas não chega para fazer um filme realmente bom.** Pessoalmente, esperava mais qualquer coisa deste filme. A ideia é boa, e o drama familiar foi bem feito, mas boa parte disso assenta no trabalho excelente dos actores e não tanto no mérito da história contada. Apreciei o trabalho dos actores, mas isso não chega para fazer um bom filme. É suportável, vale a pena do ponto de vista do trabalho dramático, mas basicamente é só isso. A história gira em torno de um idoso que começa a sofrer de Alzheimer e de demência. Ele tem dois filhos: um é professor de teatro e a outra é uma freelancer que tem um caso com um homem casado. O passado da família não foi o melhor, e os dois filhos guardam memórias duras do pai, de uma infância complicada, e voltar para cuidar do pai, embora seja uma obrigação, não é uma tarefa fácil para nenhum deles. Todavia, eles voltam, procuram um lar para ele e tentam cuidar dele, nos derradeiros dias da sua vida. O filme é um drama bem construído, mas que não tem muito a dar ao público para além de uma sucessão de diálogos e cenas familiares de conflito e tensão. É um filme algo cansativo ao fim de algum tempo, e a sensação com que fiquei é que passamos quase duas horas a ver brigas com base ou origem em quezílias do passado familiar. Outro problema deste filme é o facto de não haver nenhum tipo de empatia entre o público e as personagens. Em lugar de uma história mais apelativa ou interessante, o filme brinda-nos com um excelente trabalho de actuação e interpretação de Philip Seymour Hoffman e Laura Linney. Os dois actores são muito bons e deram-se completamente às suas personagens, desenvolvendo-as muito bem e revelando uma psicologia e uma riqueza de sentimentos considerável, que não é habitual nos filmes mais “mainstream” actualmente. Philip Bosco dá vida ao desagradável pai e é bastante bom nessa tarefa, mas tem muito pouco para fazer. Peter Friedman e Rosemary Murphy surgem em personagens francamente secundárias e pouco podem acrescentar. Tecnicamente, é um filme discreto e francamente desinteressante. A cinematografia limita-se ao básico e não observei efeitos dignos de menção. A banda sonora é quase omissa e a sensação que tive é que o filme tem um ritmo excessivamente lento e arrastado em algumas partes, o que não foi agradável.
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