
Chinatown
Você fica difícil. Você fica sensível. Você fica perto um do outro. Talvez você até chegue perto da verdade.
Tipo
Filme
Ano
1974
Duração
130 min
Status
Released
Lançamento
1974-06-20
Nota
7.9
Votos
4.210
Direção/Criação
Roman Polanski
Orçamento
US$ 6.000.000
Receita
US$ 30.000.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Contratado por uma bela socialite para investigar o caso extra-conjugal do marido dela, o detetive particular Jake Gittes é arrastado para um furacão de falsidades e enganos mortais, descobrindo uma rede de escândalos pessoais e políticos que colidem entre si.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Excelente.** Não posso falar muito acerca de Roman Polanski porque sinto que vi muito pouco da sua obra para fazer uma análise mais global. Das suas obras cinematográficas, vi somente _A Nona Porta_, _O Pianista_ e, agora, este mesmo filme. É pouco… mas a verdade é que são três filmes que gostei muito, e acerca dos quais tenho uma opinião muito boa. Este filme é realmente muito bom, enquadrando-se num estilo que podemos chamar “neo-noir”, na medida em que a sua estética visual se inspira bastante no ‘noir’, com as ressalvas devidas, pois é um filme colorido e não a preto-e-branco. Polanski é um director atento e meticuloso que dá ao público com um trabalho de qualidade, em que os detalhes foram todos pensados. Com uma história ambientada na São Francisco da década de 30, o filme parece-se muito com os filmes de gangsters que saíram nos anos 40 e 50. A história gira em torno de um detective particular, ex-polícia, contratado para vigiar um homem naquilo que parece ser só mais um caso de adultério. Tudo muda quando ele descobre que a mulher que o contratou não é uma esposa ciumenta. A busca por respostas irá levá-lo até a uma teia de intrigas e crimes que envolve uma importante empresa californiana e uma empreitada de obras públicas que pode ser determinante na captação de água potável para a cidade. É uma excelente história, capaz de nos prender logo aos primeiros minutos e que combina harmoniosamente tensão, romance e ‘suspense’, nas medidas certas. Além de uma excelente história, com um roteiro muito bem escrito, o filme apresenta-nos um elenco de grande qualidade encabeçado por Jack Nicholson, numa fase da sua vida em que era ainda suficientemente jovem e elegante para fazer papéis de galã. O actor é muito bom e deixa neste filme um dos trabalhos mais interessantes da sua carreira. Faye Dunaway não fica atrás e é simplesmente maravilhosa, digna e elegantemente sedutora, como uma “femme fatale” tem de ser. John Huston (sogro de Nicholson na vida real, nesta época) também aparece no filme e faz uma participação muito positiva e interessante. A somar a estas qualidades, o filme apresenta ainda soberbos valores de produção: filmado de maneira impecável, com grandes ângulos e nitidez, tem uma cinematografia muito boa, belas cores e efeitos de luz e sombra, além de excelentes tons de sépia que são chamados a reforçar toda a ambiência ‘vintage’ dominante. O filme foi uma produção muito detalhada, em que foi dada uma atenção especial à elaboração dos cenários e à escolha dos locais de filmagem, de modo que tudo se encaixasse bem no período histórico. Também a escolha dos automóveis (importantes no decurso da trama) e a concepção dos figurinos e adereços foi muito criteriosa. Por fim, mas não menos importante, uma nota de louvor para a banda sonora excelente, idealizada por Jerry Goldsmith.
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