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Reviews
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Filipe Manuel Neto
**Muitas falhas num filme de que eu esperava mais.** Este filme thriller clássico, sinceramente, não preencheu as minhas expectativas. Confesso que estava à espera de algo mais interessante e de uma história melhor. O que o filme nos oferece é bom o suficiente para não dar o meu tempo por mal aproveitado, mas está longe de ser o tipo de filme que eu recomendaria a alguém. O roteiro começa com a viagem de um polícia australiano até Londres, incumbido de uma missão espinhosa, mas politicamente delicada: investigar um alto comissário australiano, um diplomata de carreira altamente conceituado que está, de alguma forma, a mediar uma cimeira importante na capital britânica. Porém, chegado à cidade, ele apercebe-se de que algo mais se passa, que o diplomata corre perigo de vida e há pessoas realmente empenhadas em travar as conversações. O maior problema deste filme é, de facto, a fragilidade do roteiro e a forma como não consegue contextualizar toda a acção. Logo no início, torna-se imediatamente evidente que a investigação ao alto comissário é uma manobra política, e de que há uma conspiração em curso. Porém, falta todo o contexto: apesar da relevância da cimeira, o tema e o motivo pelo qual é tão importante nunca é devidamente explicado, e mesmo aquela acusação de assassinato é abordada de modo tão subtil e entrelinhado que se torna pouco clara, e mesmo irrelevante. A previsibilidade viria a ser outro dos problemas do filme, que se torna cada vez menos interessante e mais óbvio com o passar do tempo. O elenco é bastante bom e conta com alguns nomes sonantes, como Rod Taylor, que faz aqui um bom trabalho no papel de um australiano como ele. Mas é Christopher Plummer que torna o filme mais apelativo: ele é impecável no papel do diplomata. Elegante, correcto, cheio de boas intenções e genuinamente bem-intencionado, conquista a nossa simpatia de imediato, tal como Lilli Palmer, que deu vida à sua dedicada esposa, e Carmilla Sparv, uma secretária que parece ter uma certa paixoneta pelo patrão (embora ela mesma o negue). A sensual Daliah Lavi faz um bom trabalho, mas é uma vilã óbvia. Leo McKern e Clive Revill fazem um trabalho satisfatório em personagens largamente secundárias. Tecnicamente, é um filme discreto. A cinematografia não é particularmente notável, penso que o filme exagera no contraste, tem cores lavadas e um visual muito datado, mas lidei bem com isso. As filmagens nos automóveis são uma parte importante do filme e foram muito bem feitas. O filme tem bons cenários e figurinos, mas senti que explora bastante pouco a beleza natural de Londres, e que podia ter escolhido melhor os locais de filmagem. As cenas de acção existem, mas são um pouco estragadas pela previsibilidade e a banda sonora parece um pouco soturna demais para o filme.
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