Loucuras de Verão
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Loucuras de Verão

Loucuras de Verão

Onde você estava em 62?

Tipo

Filme

Ano

1973

Duração

110 min

Status

Released

Lançamento

1973-08-11

Nota

7.0

Votos

1.560

Direção/Criação

George Lucas

Orçamento

US$ 777.000

Receita

US$ 140.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Anos 60, interior dos Estados Unidos, no final de verão, um grupo de jovens tenta curtir ao máximo a última noite de férias. Curt e Steve conseguiram entrar numa das universidade mais conceituadas do país, e agora terão de mudar de cidade. Enquanto Curt tenta fazer sua "despedida", o amigo Steve faz de tudo para convencer sua namorada de que eles devem continuar juntos. Enquanto isso, seus outros amigos têm uma noite de aventuras, envolvendo descobertas sobre o amor, a amizade, a família e a vida.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Muita nostalgia que só funciona com quem viveu aquela época.** Quando me dispus a ver este filme estava com alguma expectativa: afinal, ele foi o primeiro filme de George Lucas, e o seu primeiro grande êxito de bilheteira. Todavia, o que encontrei não foi o que eu esperava. E confesso que o erro poderá ser meu: como já tive ocasião de dizer noutras resenhas, eu não costumo ler muito sobre um filme antes de o ver pela primeira vez, pois sinto que tiro mais prazer desse momento. E eu esperava encontrar qualquer coisa muito interessante, com uma história muito boa, e não um grupo de adolescentes a viver uma noitada muito menos interessante do que as minhas próprias, quando eu tinha a mesma idade deles. Vamos começar pelas coisas boas. A primeira que chama a minha atenção é que o filme é uma incubadora de estrelas de cinema do futuro: quase não os reconhecemos, mas o filme conta com Harrison Ford, Ron Howard, Richard Dreyfuss, Suzanne Somers, Charles Martin Smith e outros actores que se tornaram muito bem sucedidos nas décadas seguintes. Nenhum deles fez um trabalho notável, mas o filme também não lhes pedia isso. Além do elenco cheio de notáveis, numa fase inicial das suas carreiras, o filme tem ao leme o director George Lucas, que conseguiu fazer muita coisa com pouco dinheiro e poucos meios disponíveis. De facto, apesar do orçamento diminuto, o filme parece muito mais caro e profissional graças ao olhar e ao profissionalismo do director, decidido a fazer uma entrada impactante no mundo de Hollywood. Infelizmente, para mim, isto é tudo o que este filme tem para oferecer. O roteiro apresenta-nos, pura e simplesmente, um grupo de jovens que está a viver a sua derradeira noite de liberdade e diversão antes de terem de viajar para longe de casa, para frequentar a universidade. Não há mais qualquer história além dessa, e o filme limita-se a mostrar-nos as tropelias que estes jovens inconstantes protagonizam num ambiente de liberdade e diversão iluminado pelos brilhos e cromados dos automóveis clássicos e animado pelas melodias rockabilly mais notáveis. Para a época, o filme foi um sucesso monstruoso: as pessoas acorreram ao cinema para reviverem a sua própria juventude mentalmente ao som destas melodias e revendo o tipo de carros com os quais viveram as suas primeiras experiências de condução. Entendo isso perfeitamente, e isso também ajuda a explicar como o filme sobrevive nos EUA, mas foi virtualmente esquecido no resto do mundo: o filme dá-nos a imagem do modo de vida americano, mas esse modo de vida teve pouco impacto na Europa, por exemplo. Enquanto os jovens americanos faziam isto, na Europa medravam as canções francesas e italianas e os automóveis económicos e pequenos de produção europeia. Os custos do combustível tornavam inviável a importação destes automóveis americanos, muito vistosos, grandes e caros de manter, e com excepção de alguns cantores – como o Elvis – a música americana era pouco interessante para o ouvido europeu. Tenho pena que o filme não nos apresente uma história mais elaborada, com um verdadeiro enredo que possamos acompanhar. Considerando que não vivi naquela época nem tive aqueles automóveis ou fiz aquelas coisas, a nostalgia não funciona comigo e não há um real motivo para gostar do filme ou voltar a vê-lo novamente.

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