Contatos Imediatos do Terceiro Grau
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Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Nós não estamos sozinhos

Tipo

Filme

Ano

1977

Duração

137 min

Status

Released

Lançamento

1977-12-14

Nota

7.4

Votos

4.590

Direção/Criação

Steven Spielberg

Orçamento

US$ 20.000.000

Receita

US$ 306.889.114

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em uma pequena cidade americana vive Roy Neary (Richard Dreyfuss), um chefe de família que, ao pressentir a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. Ele fica obcecado pela idéia e começa a investigar a situação, buscando o local de contato dos ET’s. Como ele, diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave.

Anterior7.4Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**É um bom filme, mas talvez não tão interessante e bom como eu esperaria que fosse.** Steven Spielberg é considerado, de modo quase consensual, como um dos melhores directores de cinema do século XX, um dos introdutores do CGI e um dos maiores responsáveis pela grande popularização do cinema sci-fi. O seu palmarés é vasto, a sua lista de sucessos é bem conhecida e o seu talento e criatividade são reconhecidos e aclamados. Este filme foi um dos grandes êxitos da sua carreira e é um dos filmes sobre alienígenas mais importantes feitos até hoje. Aclamado pela crítica, foi um grande sucesso de bilheteira e recebeu diversos prémios: além de um Óscar especial, ganhou o Óscar de Melhor Cinematografia e foi nomeado para sete outras estatuetas, vencendo ainda um BAFTA pela Direcção de Arte e dois Prémios Saturn. Pessoalmente, não sou um admirador fervoroso de Spielberg, nem tampouco um crente na ideia dos OVNI’s e da vida fora do nosso planeta. Não me cabe a mim, e creio que não vem ao caso, discutir se isso existe, ou se Spielberg é tão bom como alguns dizem. Para mim, ele é um bom director, mas também fez filmes maus. Neste filme, ele desembaraça-se bastante bem, com um grande empenho pessoal e muita atenção aos detalhes. A sua direcção, metódica e atenta, sabe tirar o melhor de cada um dos envolvidos e guiar o elenco da melhor maneira para obter tudo o que pretende. Ainda assim, eu senti em vários momentos que o filme sofre de uma sensação de auto-importância irritante, e que parece mais dirigido aos crentes na vida extraterrestres do que a um público mais neutro ou com opiniões mais mistas sobre o assunto. O ponto mais forte do filme são, sem dúvida, os aspectos técnicos: a cinematografia foi usada com grande mestria e inteligência e os trabalhos de filmagem são tão bem executados que este filme parece mais actual do que realmente é. As cores são vibrantes, vívidas, e não lavadas como acontece a muitos outros filmes desta época. Os efeitos especiais e CGI utilizados, ainda que em formatos relativamente primitivos quando comparados com o que podemos fazer actualmente, parecem incríveis e verdadeiramente autênticos. A melodia utilizada para comunicar com a nave alienígena tornou-se, provavelmente, numa das mais facilmente reconhecíveis do sci-fi, e toda a banda sonora, composta por John Williams, é extraordinária e memorável. O elenco é liderado por Richard Dreyfuss, que nos brinda, aqui, com uma das suas actuações mais relevantes e bem conseguidas. Também François Truffaut está impecável no seu papel, e a sua dificuldade com a língua inglesa tornou ainda mais crível a sua personagem e o seu papel na trama em curso. Melinda Dillon também esteve à altura do seu desafio. Infelizmente, tudo o resto são personagens esboçadas, pouco desenvolvidas, para actores que têm realmente pouco a fazer ou a acrescentar. A escrita do roteiro é a parte mais fraca do filme e a que menos me satisfez. Ao invés de inserir a visita dos alienígenas, e todos os fenómenos associados, numa trama bem escrita e coerente, o filme faz o oposto, desenhando ao redor da visita extraterrestre uma série de sub-enredos de pouca qualidade, por vezes a puxar demasiado ao sentimentalismo barato. O filme é muito lento e demora um bocado a ganhar a nossa atenção, e eu senti que realmente não precisava de ter quase duas horas e meia com tão pouca história para contar. Um dos momentos mais surreais do filme, para mim, é a forma como aquela mãe reage tão calmamente perante a abdução do seu filho pequeno, mas o próprio protagonista parece perder o juízo em vários momentos, e não consegue sequer a simpatia e solidariedade da sua própria família.

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