
Tipo
Filme
Ano
1990
Duração
102 min
Status
Released
Lançamento
1990-08-22
Nota
7.0
Votos
396
Direção/Criação
Allan Moyle
Orçamento
-
Receita
US$ 11.500.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Mark é um rapaz que se muda para uma nova cidade e tem dificuldade de fazer amigos no colégio. A solução é se dedicar a uma rádio pirata instalada em seu quarto, com isso acaba chamando a atenção de todos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um duelo de gerações, uma escola, adolescentes revoltados e muito rock.** Este é um filme para jovens adultos que aproveita a tradicional rebeldia adolescente e o talento de Christian Slater, um bom roteiro e uma boa banda sonora. Não é magistral, mas é ideal para uma tarde de sábado e envelheceu muito bem: trinta anos depois de ter sido feito e comercializado, continua jovem e fresco. A história centra-se na rádio clandestina criada por um adolescente enfadado e revoltado que foi obrigado a mudar de casa e está num lugar onde não conhece ninguém e nem se sente à vontade. A rádio é um desabafo, é um meio de expressar raivas interiores e não é nada verdadeiramente sério, mas torna-se cada vez mais relevante à medida que adquire uma audiência local muito fiel, que o escuta como se ele fosse um guru sem nem saber a sua identidade, e se deixa levar pelas suas palavras numa onda de motins e protestos que se voltam, particularmente, contra a direcção do liceu local. A história é bastante boa, está bem escrita, e o duelo entre as duas personagens (o jovem adolescente arrogado a radialista e a directora plenipotenciária da escola) espelha não só o mais velho conflito de gerações mas, também, o conflito permanente entre poderosos e fracos da sociedade. Nada disto é particularmente novo, mas a forma como é servido e apresentado foi algo criativa e entretém maravilhosamente bem. O problema aqui é que é um filme para adolescentes, é ligeiro demais e carece de personagens secundárias que sejam, no mínimo, tão completas e impactantes quanto as duas personagens centrais. Christian Slater viveu na juventude, os dias mais felizes da sua carreira e deu-nos boas personagens em bons filmes. Com o tempo e o sucesso, tornou-se numa estrela e quase num sinónimo de rebeldia e irreverência, num aprendiz de James Dean que explodia nas telas, garantia o sucesso dos filmes e a afluência dos jovens ao cinema. O tempo, porém, viria a mostrar que Slater estava, em cada filme, a fazer uma única personagem, que era a que ele tentava reviver na sua vida pessoal, cada vez mais complicada por vícios e por problemas com as autoridades. Annie Ross, por outro lado, dá-nos um trabalho maduro e bem desenvolvido, adequadamente sombrio e denso, nunca permitindo a Slater sentir-se sozinho na ribalta. A nível técnico, é na banda sonora que encontramos o ponto forte do filme. As canções incluem temas de sucesso de Leonard Cohen, Pixies, Ivan Neville e Cowboy Junkies, e a maioria delas é bem fácil de conhecer para quem viveu os anos 90 e 2000, isto é, toda ou quase toda a gente. O resto não interessa verdadeiramente: sem erros a lamentar, não ultrapassa a mediania em nenhum ponto em particular.
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