Pacto Sinistro
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Pacto Sinistro

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Tipo

Filme

Ano

1951

Duração

100 min

Status

Released

Lançamento

1951-06-27

Nota

7.7

Votos

1.858

Direção/Criação

Alfred Hitchcock

Orçamento

US$ 1.200.000

Receita

US$ 7.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Haines é um tenista famoso, casado, que gostaria de se divorciar para casar novamente com Anne Morton, a mulher que ama, e que é filha de um senador estadunidense. Para isso Haines viaja até Metcalf, sua cidade natal, com o intuito de conseguir a assinatura do divórcio de sua infiel mulher, Miriam, e fica furioso quando não consegue. Encontra no trem um psicopata chamado Bruno Antony, que o reconhece dos jornais e sabe de toda sua história. A certa altura, durante a viagem, Bruno propõe um pacto: ele mataria a mulher de Haines e em troca Haines mataria o pai dele. Embora Haines não tenha aceitado, Bruno realiza a sua parte e insiste em cobrar o pacto de Haines.

Anterior7.7Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Mais um excelente filme de Hitchcock.** Alfred Hitchcock é o mestre do ‘suspense’, e este filme é sem dúvida muito bom, apesar de ainda não o considerar, sequer, como um dos melhores do director. Não há verdadeiramente qualquer mistério neste filme, sabemos de tudo o que se passa, mas ainda assim ficamos para ver, porque as personagens foram tão bem construídas que nos importamos com o que vai acontecer. Neste filme, dois estranhos começam a conversar durante uma longa viagem de comboio: um é Guy Haines, um tenista conceituado que atravessa um tumultuoso divórcio para se casar com outra mulher; o outro é Bruno Antony, um mimado aristocrata que mantém uma relação conflituosa com o pai, de quem depende financeiramente. É Bruno quem toma a decisão de, por isso, resolverem os seus problemas ajudando-se mutuamente: Guy mataria o pai de Bruno e este, por sua vez, assassinaria a esposa de Guy, na esperança de não serem apanhados. O filme é bom, mas a trama carece de lógica e sentido. Bruno, especialmente, é uma personagem desprovida de qualquer coerência, pois tem atitudes que qualquer pessoa, mesmo uma pessoa pouco normal, decidiria não ter, como tentar convencer um desconhecido a matar o seu pai. É algo tão estranho e aparentemente louco que não possui verosimilhança. O elenco assenta no desempenho elegante e bem conseguido de dois actores: Farley Granger e Robert Walker. Ambos são excelentes e, quando se juntam e partilham a tela, tornam-se ainda mais notáveis e grandioso, particularmente Walker, que parece tresloucado e verdadeiramente perigoso na sua personagem. Ruth Roman, Kasey Rogers e Patricia Hitchcock também fizeram um trabalho satisfatório. Tecnicamente, é um filme impecável: a cinematografia elegante aproveita muito bem os efeitos de luz e sombra, e a filmagem é nítida e belissimamente enquadrada. Os efeitos são discretos e os cenários, e figurinos, são muito bons.

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