Um Ato de Coragem
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Um Ato de Coragem

Um Ato de Coragem

Até onde você iria para salvar seu filho?

Tipo

Filme

Ano

2002

Duração

116 min

Status

Released

Lançamento

2002-02-15

Nota

7.1

Votos

2.581

Direção/Criação

Nick Cassavetes

Orçamento

US$ 36.000.000

Receita

US$ 102.244.770

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

John Q. Archibald é um homem comum, que trabalha em uma fábrica e vive feliz com sua esposa Denise e seu filho Michael. Até que Michael fica gravemente doente, necessitando com urgência de um transplante de coração para sobreviver. Sem ter condições de pagar pela operação e com o plano de saúde de sua família não cobrindo tais gastos, John Q. se vê então numa luta contra o tempo pela sobrevivência de seu filho. Em uma atitude desesperada, ele então decide tomar como refém todo o setor de emergência de um hospital, passando a discutir uma solução para o caso com um negociador da polícia e com um impaciente chefe de polícia, que deseja encerrar o caso o mais rapidamente possível.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**O tema é muito relevante e o filme consegue fazer-nos pensar, mas há uma dose desagradável de inverosimilhança e muitas personagens subdesenvolvidas.** Este filme superou as minhas expectativas dando-nos um agradável drama familiar em torno da doença de um filho e das dificuldades de um pai para conseguir os tratamentos que ele precisa por não poder pagá-los. De facto, os EUA são um país particularmente ingrato para as pessoas que, por infelicidade, se vêm na situação de precisar de cuidados médicos caros e continuados. A ausência de um sistema público e tendencialmente gratuito de saúde, nos moldes dos que há na maioria da Europa, limita os cuidados que estão disponíveis para quem não tem dinheiro, e torna os seguros de saúde privados particularmente poderosos, a ponto de poderem decidir se vale a pena custear o tratamento de alguém que está doente e que precisa de ajuda. O que este filme faz é ficção, mas eu senti que a sua história pode encontrar reflexo em muitas histórias de pessoas reais, se as procurarmos. Neste filme, John Quincy Archibald e a sua esposa Denise precisam de garantir um transplante de coração urgente e muito caro para salvarem a vida do seu filho. Acontece que eles não têm o dinheiro necessário e os seguros de saúde recusam cobrir os tratamentos. Com o hospital já a ameaçar dar alta médica ao menino por os pais não poderem pagar mais, John desiste de agir racionalmente e, em desespero, pega numa pistola e barrica-se na sala de urgências do hospital, com vários reféns, incluindo o cirurgião cardíaco responsável pelo seu filho. O filme pode parecer exagerado ou demasiadamente melodramático, mas consegue fazer com que nos coloquemos, a nós próprios, na posição daquele pai, fazendo com que pensemos muito acerca do que vemos. Isso foi o que aconteceu comigo, pelo menos, e isso ajudou a tornar o filme mais sério e mais incómodo. No meio de tudo isto há, todavia, pontos fracos: o que mais me incomodou foi a bondade exagerada de John, que realmente se importa em não magoar as pessoas que prendeu. Isso fica bem, torna a personagem palatável, mas não funcionaria na vida real. Também a forma como a directora do hospital muda de ideias sobre a inclusão do menino na lista de espera para órgãos me parece forçada, assim como diversas outras situações que vão surgindo durante o filme. A direcção de Nick Cassavetes provou ser eficaz, ainda que não seja isenta de falhas ou críticas. O elenco é liderado por um poderoso e agradável Denzel Washington, actor que consegue dar à personagem carisma e presença sem perder um toque humano. Robert Duvall funciona bem no papel de um polícia encarregado de negociar com John a situação dos reféns, mas está longe de ter verdadeira relevância. O resto do elenco fica pela mediania: Kimberly Elise só precisa de chorar e parecer aflita, Anne Heche é digna do nosso desprezo mais profundo, James Woods só tem de parecer muito hipócrita e Ray Liotta não diz mais do que algumas palavras cínicas. Tecnicamente, é um filme dramático ‘standard’ de Hollywood, com um orçamento razoável e um conjunto de valores de produção relativamente medianos. A uma cinematografia competente e bons locais de filmagem, o filme associa uma boa montagem e um trabalho satisfatório de som. Não é um filme que sobressai pelos aspectos técnicos, mas tem o que é preciso para funcionar.

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