
Tipo
Filme
Ano
1985
Duração
101 min
Status
Released
Lançamento
1985-12-12
Nota
7.2
Votos
289
Direção/Criação
Lasse Hallström
Orçamento
-
Receita
US$ 8.300.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Com o agravamento da tuberculose da mãe, menino é separado do irmão e enviado para aldeia do norte da Suécia. Banhado em um clima poético, é um dos melhores filmes sobre crianças que o cinema já fez.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme excepcionalmente bem feito sobre um rapaz comum a viver coisas comuns a quase todos os rapazes da sua idade.** Não tenho muita experiência com o cinema sueco, mas o que vi já me mostrou que é um cinema de qualidade, portanto foi com alguma curiosidade que me sentei para mais um filme. Este centra-se num rapaz, Ingemar, que vive com o irmão e a sua mãe, muito doente e incapaz de controlar a inquietude dos dois rapazes. Quando ela morre, os dois irmãos são separados e Ingemar vai viver com uns tios, que não têm filhos, mas parecem genuinamente interessados em providenciar uma boa educação para ele. Então, é apenas mais um filme sobre o crescimento, o amadurecimento, a adolescência, a descoberta do corpo e dos sentimentos. Já vimos imensas coisas parecidas, não há como negar. Portanto, o filme pode não ser o mais interessante para quem não gosta deste género de cinema, mais intimista. Dirigido por Lasse Hallstrom, o filme aposta no minimalismo, na naturalidade e no realismo: não há nada de vistoso, de rebuscado, os cenários, os figurinos, os ambientes e as situações a decorrer na tela são credíveis, reconhecíveis para nós. A cinematografia é muito boa, faz um uso inteligente da luz e do enquadramento e a banda sonora é atmosférica, ainda que não seja propriamente memorável. Os actores, por sua vez, são bastante convincentes, e o facto de não os conhecer (não sou um perito em cinema sueco, repito) ajuda a tornar o esforço deles ainda mais credível. O maior problema deste filme acaba, assim, por ser o seu excesso de normalidade e uma excessiva normalização das coisas. Não sei quantas pessoas existem que estejam abertas a ver um filme sobre a vida de um rapaz comum a fazer coisas comuns e a vivenciar as coisas que todos nós, de uma forma ou de outra, vivenciamos, sem nada extraordinário a justificá-lo plenamente. É um problema menor, mas acaba por ser o maior problema do filme, e talvez, a razão pela qual não conquistou mais públicos (além da enorme barreira linguística, porque em muitos lugares o cinema legendado não é a primeira escolha dos espectadores, ainda hoje).
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