
Teoria da Conspiração
E se seus pesadelos mais paranóicos se tornassem realidade?
Tipo
Filme
Ano
1997
Duração
135 min
Status
Released
Lançamento
1997-08-08
Nota
6.6
Votos
1.613
Direção/Criação
Richard Donner
Orçamento
US$ 75.000.000
Receita
US$ 137.000.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em Nova York, Jerry Fletcher é um motorista de taxi que critica o governo e fala sempre da existência de uma conspiração envolvendo altos escalões. Ele ama Alice Sutton, uma mulher que ele observa à distância e que ironicamente trabalha para o governo. Porém, nela Jerry acredita, tanto que faz alvoroço no Departamento de Justiça para falar com Alice, mas ninguém lhe dá atenção sobre suas teorias, que envolvem alienígenas e assassinatos. No entanto, ele escreveu algo em seu jornal (com apenas 5 assinantes) que alguém acreditou, pois decidiram matá-lo de qualquer jeito.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um thriller paranóico regular que não é particularmente notável.** Este filme é um daqueles filmes estranhos e difíceis de avaliar, na medida em que parecer ir em tantas direcções que não vai a lugar nenhum. De qualquer modo, e apesar de um início fraco e pouco intrigante, revelou ir melhorando e cativando a minha atenção com o tempo. O filme baseia-se na figura de Jerry Fletcher, um taxista obcecado por conspirações do governo que gere uma insignificante publicação periódica por assinatura onde divulga as suas ideias e tem uma paixão obsessiva por Alice Sutton, funcionária governamental que ele visita amiúde. Num dia, ele é apanhado e torturado, o que indica que alguém levou a sério alguma das ideias dele, mas apenas Alice percebe que algo realmente pode ter acontecido com aquele homem, o que a leva a tentar ajudá-lo. O filme é, em última análise, mediano. Começa devagar, de modo desinteressante e demora o seu tempo a desenvolver-se, mas isso era necessário para se compreender o que viria depois. Para mim, as coisas só começaram a ficar interessantes quando a personagem principal foi apanhada e torturada. Com cerca de duas horas e quinze minutos, é um filme excessivamente longo para o conteúdo que apresenta e tem tantas reviravoltas que pode deixar o público confuso e fazê-lo perder o interesse no que está a ver. Uma outra coisa que me chamou a atenção foi a semelhança com o filme *Dossier Pelicano*, não apenas pela participação da mesma actriz principal mas, também, pela semelhança da história contada. O elenco é dominado por dois nomes centrais: Mel Gibson e Julia Roberts. Ambos colaboram bem juntos, embora eu tenha ficado com a sensação de que havia pouca química para um par romântico. Gibson parecia mais um maníaco obcecado do que um homem apaixonado. De facto, Gibson não parece saber até onde vai a sanidade da sua personagem e a actuação dele acaba por reflectir isso, com muitos exageros e falta de profundidade psicológica. Roberts é boa o suficiente numa personagem muito subdesenvolvida psicologicamente. Sendo este um thriller de cariz obsessivo e paranóico, teria sido interessante ver estas duas personagens com mais riqueza psicológica e menos aparência, mas isso são erros do argumentista e não tanto dos actores em causa. Por fim, uma palavra para Patrick Stewart, numa actuação discreta mas que me pareceu eficaz. Não é um filme que sobressaia pelos requisitos técnicos ou valores de produção, tendo uma cinematografia regular. Alguns cenários, como a casa de Fletcher, foram muito bem concebidos e os efeitos especiais são bons.
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