Código para o Inferno
Voltar
Código para o Inferno

Código para o Inferno

Alguém sabe demais.

Tipo

Filme

Ano

1998

Duração

111 min

Status

Released

Lançamento

1998-04-03

Nota

6.3

Votos

1.639

Direção/Criação

Harold Becker

Orçamento

US$ 60.000.000

Receita

US$ 93.100.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Após decifrar códigos de acesso a um programa secreto da Agência Nacional de Segurança, um garoto autista tem seus pais assassinados e é perseguido por oficiais inescrupulosos do governo. O agente Arthur Jeffries investiga a morte dos pais e decide protegê-lo, pois sabe que algo mais está em jogo.

Anterior6.3Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme interessante, embora tenha falhas difíceis de ignorar.** Quando vi este filme fiquei muito surpreendido porque me pareceu observar semelhanças com “O Sexto Sentido”, filme lançado no ano imediatamente a seguir, em 1999. Senão vejamos: em ambos os filmes, Bruce Willis é o protagonista e contracena directamente com uma criança especial (por motivos distintos), procurando ajudá-la em alguma coisa. O mesmo actor principal, a mesma estrutura a sustentar os dois roteiros, o envolvimento da figura da criança em ambos os filmes, a proximidade temporal entre ambas as produções… não pode ser apenas uma coincidência… ou pode? Neste filme, Willis dá vida a um agente do FBI perito em operações de infiltração, que vai, todavia, interessar-se pela situação de um menino, autista e com forte inclinação para a solução de charadas e problemas mentais avançados, cujos pais foram misteriosamente assassinados. A acção do polícia vai, todavia, despoletar uma enorme operação, movida por elementos secretos dentro do aparelho governamental americano, que tem por objectivo matar aquele menino. O motivo? Ele inadvertidamente acabara por quebrar um código militar de alta segurança em que o governo investira milhões, e que acreditava ser o mais avançado de sempre. O filme começa muito bem, e vai-se desenvolvendo de maneira satisfatória. Apesar disso, nunca parece uma obra coesa, talvez por um trabalho de edição deficitário… parece um conjunto feito de retalhos, em que nem sempre a linha narrativa faz sentido e que se vai desconjuntando mais à medida que o final se aproxima e o roteiro faz esforços desesperados para não deixar pontas soltas. O ritmo é bastante bom, e as cenas de acção são muito bem feitas, embora nem sempre a tensão e o ‘suspense’ funcionem realmente. Willis provou ser um excelente protagonista. O papel que lhe foi dado, de resto, parece ter sido talhado à medida das qualidades do actor, que vai conseguir, nesta fase da sua carreira, diversos sucessos que o tornarão num nome a ter em conta pelos produtores de Hollywood. Apesar de ser muito novo, Miko Hughes também se desembaraçou muito bem do seu papel, apesar de não ser particularmente exigente, na minha opinião. Alec Baldwin é um vilão sólido e consistente, e faz uma participação contida, mas eficaz. Tecnicamente, é um filme que apresenta solidez e qualidade. Não sendo um blockbuster, nem tendo a expressividade e grandiosidade visual dos filmes desse registo, é um filme que aposta de modo empenhado na utilização de efeitos visuais e especiais de qualidade, principalmente nas cenas de acção. A cinematografia é igualmente muito boa e atmosférica, e os locais usados nas filmagens ajudaram bastante. A banda sonora não é muito perceptível, mas contribui com notas de mérito para um panorama geral bem conseguido.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.