
A Maldição do Quarto 203
Tipo
Filme
Ano
2022
Duração
104 min
Status
Released
Lançamento
2022-04-15
Nota
5.4
Votos
99
Direção/Criação
Ben Jagger
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Duas melhores amigas e colegas de quarto estão aterrorizadas com os espíritos vingativos que moram em seu apartamento.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Não é um bom filme, mas pelo menos consegue dar-nos o mínimo para nos manter interessados na história.** Vi este filme ontem à noite e tinha muito poucas expectativas… talvez por isso eu tenha de algum modo sentido que não foi assim tão mau quanto eu imaginei que iria ser. Não é um filme bom, mas comparado com algumas peças de terror hilariantes que eu já vi, achei que, pelo menos, consegue dar-nos uma história com princípio, meio e fim decentes, uma série de sustos que, não funcionando como tal, nos deixam minimamente interessados no que estamos a ver, duas personagens centrais simpáticas com que nos conseguimos ligar e um ‘suspense’ funcional. A trama começa com duas adolescentes universitárias arrendando um apartamento ‘vintage’ a um senhorio carrancudo e antipático. Por muito que eu considere que um apartamento destes não seria do agrado da esmagadora maioria dos jovens, sei como é difícil arranjar alojamento quando se estuda longe e quão inflacionados podem ser os preços, então dei crédito à premissa. Uma das jovens tem um passado problemático de depressão e parece ter tendências autodestrutivas. A casa misteriosa vai acentuar isso, e de repente temos a jovem em crises convulsivas dignas de “O Exorcista”, e a companheira de aluguer à beira de um ataque de nervos enquanto começa a desconfiar de algo esquisito no apartamento. Como se vê por esta descrição, o filme não nos traz nada que já não tenha sido feito, muito melhor, noutras produções. Há muitos clichés de género, o medo não funciona bem, não é um filme que nos assusta, mas pelo menos consegue ser suficientemente interessante e atmosférico para não se tornar enfadonho. As subtramas românticas as personagens são muito menos interessantes e tão subdesenvolvidas que poderiam perfeitamente ter sido cortadas em absoluto. Acho que o director Bem Jagger apenas as incluiu para reforçar a heterossexualidade das duas personagens, impedindo que pudéssemos pensar que elas são um casal. A cinematografia contribui muito para tornar o apartamento, criteriosamente pensado e decorado, num lugar opressivo e até claustrofóbico. As velas e a ausência de luz são truques comuns, mas que funcionam. A segunda parte do filme é um pouco mais dinâmica, e não há dúvidas que a primeira parte podia ter sido mais encurtada na sala de edição. Traz ainda algumas mortes gráficas que não são exageradamente sangrentas. Em geral, tenho pouco a dizer sobre o elenco ou a sua qualidade. Sem nomes sonantes, o elenco é liderado por Francesca Xuereb e Viktoria Vinyarska. Elas são bonitas e jovens o suficiente para darem vida às personagens, ainda que Vinyarska seja visivelmente mais velha que a sua colega. Nenhuma delas nos dá um trabalho primoroso de actuação, mas ambas conseguem estabelecer uma pareceria feliz e dar o que é preciso para tornarem as suas personagens agradáveis e simpáticas aos olhos do público. O restante elenco conta com actores ainda mais fracos, que só merecem a atenção suficiente para o que o filme quer retirar deles.
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