J. Edgar
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J. Edgar

J. Edgar

Tipo

Filme

Ano

2011

Duração

136 min

Status

Released

Lançamento

2011-11-09

Nota

6.2

Votos

2.565

Direção/Criação

Clint Eastwood

Orçamento

US$ 35.000.000

Receita

US$ 84.606.030

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Drama biográfico sobre a vida pública e privada de J. Edgar Hoover, o controverso diretor e principal nome à frente da mais famosa agência de inteligência do mundo, o FBI, que foi oficialmente fundada em 1935, tornando-se uma eficiente ferramenta de combate ao crime. J. Edgar Hoover ocupou o cargo durante a gestão de oito presidentes americanos e foi o diretor da agência até sua morte, em 1972, aos 77 anos de idade. Hoover foi ao mesmo tempo temido e admirado, odiado e reverenciado; ficou conhecido por causa de seus critérios sempre discutíveis para perseguir ativistas políticos, congressistas e líderes do movimento negro, e ainda impôs seus métodos ilegais para criar arquivos secretos de líderes adversários. Consta na biografia de Hoover, também, sua suposta homossexualidade.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Enigmático, ambíguo, fascinante.** A história humana tem grandes heróis, grandes vilões e algumas pessoas no meio. John Edgar Hoover, o pai do FBI, é uma daquelas personagens obscuras e sombrias que está entre o bem e o mal. Mas o mais paradoxal é que sabemos muito pouco sobre ele, apesar da sua posição e da enorme quantidade de histórias, rumores e teorias que o cercam. Clint Eastwood dirigiu este filme, e o simples facto de fazer um filme sobre um homem tão vago e amorfo é uma demonstração de coragem. Por outro lado, foi mesmo necessário tomar como factos alguns dos rumores que o rodeiam. Caso contrário, não haveria material para o filme. Por exemplo, é verdade que Hoover ganhou a fama de ser homossexual mas a verdade é que, contra o que o filme sugere, tal fama nunca foi provada. O filme fica mais rigoroso quando se trata da sua carreira, a forma como criou e desenvolveu o FBI, promoveu a ciência forense etc. Um detalhe que muito me interessou foi ver Hoover ditar as suas memórias de uma forma muito empolada. Com isso, o filme revela-nos mais que a verdade... revela o que pode ter sido a essência da personalidade de um homem que sempre quis controlar o que os outros pensavam ou conheciam. Se conhecimento significa poder, Hoover sempre se certificou de que ninguém o conhecesse ou só soubesse o que ele queria. Sobre o roteiro e a história, acabei por sentir alguma dificuldade com os constantes flash-backs e flash-forwards. Sinto que isso dificultou a minha percepção do tempo e da ordem dos acontecimentos. Mas esse foi um problema menor, pelo menos para mim. Leo DiCaprio fez brilhantemente o papel principal. Ele é um excelente actor e, mais uma vez, nos deu um bom desempenho de uma personagem complicada e ambígua. Também devo salientar a sua excelente caracterização e figurino... isso permitiu-lhe interpretar um Hoover mais velho, gordo e rabugento com a mesma qualidade que mostrou no ambicioso e trabalhador jovem. Naomi Watts e Armie Hammer estiveram bem nas personagens secundárias, embora Hammer fosse tão ostensivamente homossexual que eu preferia vê-lo com uma postura mais contida e ambígua a esse respeito, deixando o público pensar o que quisesse. Igualmente impecável, Judy Dench dá-nos uma óptima performance numa personagem que aparece pouco mas marca a nossa mente sempre que aparece. Durante meio século, Hoover foi um homem inatacável e que conhecia os segredos mais sórdidos da elite norte-americana, não hesitando em usá-los para desafiar qualquer um que se opusesse a ele. Apesar disso, viveu a sua vida profissional e pessoal de maneira discreta, longe dos holofotes, como um burocrata de escritório. A sua vida foi vivida sob o lema "saber é poder". É por isso que é tão vago, maquiavélico e fascinante. E o filme, em vez de captar a "verdade" indescritível, captou perfeitamente o lado enigmático e ambíguo do homem atrás da mesa do director do FBI.

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