
Tipo
Filme
Ano
2004
Duração
80 min
Status
Released
Lançamento
2004-06-10
Nota
5.7
Votos
4.211
Direção/Criação
Peter Hewitt
Orçamento
US$ 50.000.000
Receita
US$ 200.800.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O gato mais famoso do mundo, Garfield, passa seu tempo dormindo, comendo lasanha e aprontando travessuras, até que seu dono Jon se apaixona por uma linda veterinária chamada Liz. Ela convence Jon a adotar Odie, um filhote de cachorro adoravelmente tolinho, que imediatamente coloca a confortável vida de Garfield de pernas para o ar. Quando um malígno treinador de cães sequestra Odie, Garfield tem que se levantar do sofá e comandar a heróica operação de resgate.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme esquecível, carregado de problemas e que expurga de Garfield o carisma e alma da personagem de banda desenhada original.** Tenho de dizer que, apesar de eu não ser um fã de banda desenhada, eu adoro o Garfield desde criança, particularmente devido à sua adaptação para desenhos animados infantis, que eu vi na minha infância e que adorava. Vi igualmente as animações mais modernas, em formato digital, mas não posso deixar de pensar que o material clássico é melhor e as histórias apresentadas são muito mais envolventes. Seja como for, tentar comparar o filme de 2004 a qualquer uma das animações ou revistas de banda desenhada do Garfield é uma verdadeira prova de fogo: o filme é consideravelmente mais fraco, ainda que tenha certos pontos positivos que merecem a nossa atenção. O filme foi dirigido por um tal Joel Cohen, que não é o mesmo Joel dos Irmãos Cohen, é outra pessoa com um nome idêntico, e que eu não conhecia. O director não me parece ter sido o melhor aluno da turma de direcção na escola de cinema… observe-se como o filme foi mal editado e se desenrola de forma desigual, perdendo imenso tempo com coisas sem interesse para se apressar perto do final. Além dos problemas de ritmo, o filme carece de uma boa banda sonora e alguma “faísca” cómica que lhe conceda alma, charme. Apesar de o sarcasmo funcionar eficazmente e ser uma característica bem sólida da personagem, o Garfield consegue ser mais engraçado e carismático do que este gato neste filme, e boa parte das piadas soam a oco, principalmente para os adultos. O roteiro, em vez de aproveitar o manancial do Garfield existente em banda desenhada e em animações, serve-nos uma história sem graça, desinteressante, mal escrita e cheia de clichés. Parece que a produção só tinha pessoas que não gostavam, ou não conheciam, a personagem: o filme só fala da amizade entre Garfield e Oddie, um gato e um cão que terão de aprender a partilhar as atenções do seu dono, Jon. Há uma tentativa de fazer mais qualquer coisa que insere um vilão, ao estilo da Cruella De Vil e que quer usar os animais para propósitos egoístas. No fim, ele parece Mufasa às mãos das hienas em “Lion King”: as cenas são idênticas, cópia que mostra o vazio de ideias naquela sala de produção. Contudo, e apesar de todos estes problemas serem dignos de consideração, o filme possui elementos de qualidade, a começar pelo CGI e pela animação em recurso digital, os quais foram inseridos na filmagem convencional com muita habilidade técnica. Mesmo para os começos do século, é um filme razoavelmente convincente, com um senão: a personagem do Garfield. Sendo um filme “live action” onde todas as personagens, humanas ou não, são reais e semelhantes às suas contrapartes animadas, porque não fizeram o mesmo com o gato cor-de-laranja? O gato permanece igual ao gato animado e é caso único no filme, destoando brutalmente de tudo! Para um exemplo prático, compare-se o Garfield a Oddie ou mesmo Nermal: as duas personagens parecem muito melhores que o gato animado, de contornos hiper-realistas. Quanto aos actores, o filme parece ter feito apostas seguras em pessoas competentes que podiam acrescentar algum talento ao filme e garantir um mínimo de qualidade: Jennifer Love Hewitt faz um trabalho bastante competente, mas é um filme que ela não consegue salvar, está numa posição demasiado secundária na trama; Bill Murray, apesar de apenas emprestar a sua voz ao gato animado, é o actor ideal para o fazer. Não só tem o timbre e a voz mais indicada, como tem uma extraordinária veia cómica e habilidade para piadas carregadas de sarcasmo. Contudo, até ele sabe que o filme é fraco, mesmo que ele tenha sido muito bem pago por emprestar a sua voz! Stephen Tobolowsky é um vilão fraco, de pantomina, sem personalidade nem capacidade de ameaçar, e Brekin Meyer não dá a Jon um carácter merecedor da nossa estima, ele torna a personagem num idiota simpático.
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