
Tipo
Filme
Ano
1991
Duração
99 min
Status
Released
Lançamento
1991-04-17
Nota
7.3
Votos
1.606
Direção/Criação
Jean-Pierre Jeunet
Orçamento
US$ 4.000.000
Receita
US$ 1.794.187
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Num mundo pós-apocalíptico em que a comida é a principal moeda de troca, Louison, um ex-palhaço, arranja um emprego no prédio que abriga o açougue Delicatessen. Instalado na pensão do andar superior, o novo funcionário acaba se envolvendo com a violoncelista Julie, filha do sanguinário açougueiro Clapet. Perseguido, o rapaz precisa escapar do pai ciumento e dos demais moradores do prédio, que têm planos macabros para sua carne.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Surrealismo grotesco à francesa, num filme de estilo, mas sem conteúdo.** Acho que conheci Jean-Pierre Jeunet da mesma forma que quase toda a gente que não segue a par e passo o cinema francês: através do filme “Amelie”. O filme internacionalizou o director e é unanimemente considerado como a sua obra maior, e mais relevante. Atendendo ao quanto gostei desse filme resolvi ver este, mas a minha experiência foi outra. Se “Amelie” era mágico e belo, este filme é bastante mais desinteressante. Foi tratado como um pesadelo surreal: é uma história sobre um carniceiro que, ocasionalmente, vende carne humana num futuro distópico. Independentemente do quanto eu me senti repugnado pela estética adoptada no filme e pela sua temática bizarra, não há dúvida que foi um trabalho com notas de qualidade: a degradação dos edifícios e do ambiente simboliza ou sintetiza a degradação moral e de valores. A cacofonia de sons e imagens, entre o onírico e o grotesco, é propositada e intensa (por exemplo, aquele momento em que o som das molas de uma cama onde um casal faz amor se mistura com os sons de uma menina a praticar violoncelo ou de um outro vizinho que pinta o tecto do seu apartamento). As marcas de talento do director, a qualidade que vimos em “Amelie” está aqui, mas distorcida e adaptada a um projecto cinematográfico muito menos simpático. O filme conta com bons actores e a performance de cada um deles ajuda o filme a tornar-se um pouco mais palatável. Dominique Pinon foi quem mais se destacou: ele sabe equilibrar-se entre a seriedade e a hilaridade e tem uma expressividade corporal e de rosto que é notável. Jean Claude Dreyfus também merece nota positiva, ao passo que Marie-Laure Dougnac não me parece ter nada relevante para fazer além de parecer etérea, diáfana como uma miragem. Sendo um filme que se importa mais com o estilo do que com o conteúdo, apresenta-nos ainda uma cinematografia muito vincada e estilizada: devo dizer que admirei os ângulos de câmara e o trabalho de filmagem, bastante original, mas que não gosto particularmente da cor, onde um tom ocre tornou o filme excessivamente pardacento. E apesar dos esforços, a banda sonora é um daqueles elementos inócuos, que nem valoriza nem prejudica o filme porque não merece a nossa atenção de modo relevante.
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