Florbela
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Florbela

Florbela

Tipo

Filme

Ano

2012

Duração

119 min

Status

Released

Lançamento

2012-03-08

Nota

4.8

Votos

12

Direção/Criação

Vicente Alves do Ó

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Tolerável, mas longe de ser bom.** Por regra, não gosto do cinema português contemporâneo. Eu sou um patriota, mas reconheço as fraquezas do meu país e esta é uma. Habitualmente, o cinema português oscila entre o elitismo exacerbado do cinema de autor e experimental, que exige um doutoramento em Filosofia ou Sociologia para se perceber, e a insuportável mistura de asneiras, má comédia, sexo e badalhoquice dos filmes populares e de círculo comercial. Por tudo isso, foi com uma mistura de interesse e precaução que decidi ver este filme, de Vicente Alves do Ó. E foi com um suspiro de alívio que, no fim, concluí que é suportável. Não é brilhante nem medíocre. Este filme biográfico pretende contar a vida da poetisa Florbela Espanca, dos nomes mais notáveis ​​da literatura portuguesa do século XX. Focando a ligação dela com o seu falecido marido e o seu irmão, Apeles Espanca, o filme retrata Florbela como uma jovem que nunca foi capaz de se encaixar no que a sociedade esperava dela. O filme mostra bem a ligação forte entre irmãos e o modo como ela fica devastada pela sua morte. É ainda evidente o espírito rebelde e descontente que a move, e parece transformar os seus casamentos numa sucessão invariável de fracassos. No entanto, o filme ignora um de seus maiores problemas: a depressão e a crise neurótica, responsáveis ​​por grande parte da sua instabilidade emocional. Outro problema que notei foi a crítica implícita ao atraso e ao ritmo do país, em comparação com a capital cosmopolita e viciosa. Lisboa é uma cidade que sempre viveu às custas do país de que é capital. Mas a pior parte do filme foi mesmo ter de ver a poetisa a fazer sexo com um estranho numa esquina, como se ela fosse uma prostituta, na cena mais lamentável e deplorável do filme. Confundir liberdade e luxúria é um erro que mancha a memória da poetisa. Honestamente, será tão difícil fazer um filme português sem cenas de sexo infelizes, pensadas não pela beleza do filme, mas para aumentar o interesse do público que compra o bilhete?

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