
Free Willy 2 - A Aventura Continua
Eles estão juntos novamente... para viver mais uma grande aventura!
Tipo
Filme
Ano
1995
Duração
98 min
Status
Released
Lançamento
1995-07-19
Nota
5.9
Votos
624
Direção/Criação
Dwight H. Little
Orçamento
US$ 31.000.000
Receita
US$ 30.077.111
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Dois anos depois de ajudá-la a se libertar do cativeiro, o garoto Jesse (Jason James Richter) e e a orca Willy se reencontram na costa do Oceano Pacífico. O jovem leva uma vida tranquila ao lado de seus pais adotivos e a baleia assassina agora nada acompanhada de seus novos amigos. Os dois vão embarcar em uma nova aventura para evitar que um grande vazamento de óleo os separe mais uma vez.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Seria uma excelente sequela, tão boa quanto o original, se os problemas de lógica e os buracos no roteiro não atrapalhassem bastante.** Se posso dizer que gostei bastante do primeiro filme desta trilogia, não posso dizer o mesmo de nenhuma das sequelas. O primeiro filme, mesmo com todos os defeitos, era bastante bom e foi tão agradável que se tornou um marco para a infância e adolescência de muita gente. Este, por sua vez, além de não trazer nada de realmente novo, tem ainda mais defeitos e problemas que o seu predecessor. O maior problema do filme acaba por ser o roteiro: a acção decorre um certo tempo depois dos acontecimentos do primeiro filme, mas continuamos a ver Willy, a orca libertada, a ter um papel heróico para a salvação de vários outros animais, após um derrame de petróleo decorrente de um acidente com um navio petroleiro que passava perto demais da costa. Claro, como é previsível num filme assim, há perigo de vida para as orcas, mas no final tudo corre bem. O roteiro, realmente, acaba por depender da capacidade de cada pessoa para desligar o cérebro e ver o filme sem fazer perguntas. Por um lado, estamos a lidar com uma orca cuja libertação foi amadora, imprevista e despreparada, como vimos no filme inicial. Além de isso ser algo que vai contra todas as normas básicas de quem lida com estes animais, isso aumenta as hipóteses de um animal selvagem simplesmente não querer a sua liberdade, preferir o contacto humano a que já está habituado. Isso ajudaria a entender como a relação de Jesse e Willy continua a ser forte e importante neste filme, e no filme que viria depois. Todavia, acreditar que a orca poderia ouvir a harmónica de Jesse, mesmo que estivesse longe, é tão tolo como acreditar no Pai Natal, e é simplesmente esquecer que estes animais viajam por milhares de quilómetros, e que a orca é dos poucos mamíferos marinhos que pode ser visto em qualquer mar do mundo. Willy nunca ouviria o som da harmónica do seu amigo se estivesse tão longe assim. E apesar de o filme tocar num ponto ecológico e ambiental importante – os danos causados pelos derrames de petróleo – a forma como o faz está longe de ser realista. Derrames de petróleo são um assunto sério, mobilizam imensos técnicos e há formas específicas para os conter e para os limpar, bem como para salvar a vida marinha afectada. Um bando de amadores simplesmente não poderia fazer muito. Além dos problemas de lógica e dos buracos no roteiro, o filme tem algumas personagens muito subscritas, ainda que parte dos clichés pesados do filme inicial tenha sido polida. E não deixa de ser agradável ver voltar as caras mais importantes do filme inicial: Jason James Ritcher continua a funcionar bem como Jesse e é bem apoiado por Michael Madson e por August Schellenberg, que voltam também às personagens que já conhecem. Francis Capra está muito bem e Mary Kate Schellhart faz o que pode com o material que recebeu. Tecnicamente, o filme continua a apostar bastante numa boa cinematografia e na escolha de belos locais de filmagem. Tal como sucedeu ao seu predecessor, é um filme que não aparenta a idade que já tem, e se o virmos sem saber quando foi lançado não lhe daríamos mais do que dez anos. Bons efeitos sonoros, bons efeitos especiais, uma baleia animatrónica realista e eficaz, são alguns dos valores que este filme nos apresenta e que merecem nota positiva. A banda sonora é agradável, reciclando o material do filme inicial com habilidade.
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