
O Sargento Trapalhão
Tipo
Filme
Ano
1996
Duração
93 min
Status
Released
Lançamento
1996-03-29
Nota
5.9
Votos
386
Direção/Criação
Jonathan Lynn
Orçamento
US$ 39.000.000
Receita
US$ 37.956.793
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O Forte Baxter é coordenado por Ernest G. Bilko, um sargento boa praça que transformou o local em um verdadeiro cassino, sob a complacência do coronel John Hall. A situação está sob controle até que um antigo inimigo de Bilko, o major Colin Thorn, chega ao local para inspecioná-lo.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Esquerda, volver… ordinário… Cris Martin!** Estamos diante de uma comédia dos Anos 90, que trouxe para o cinema uma série de TV cómica dos anos 50 (nunca exibida no meu país) e que está razoavelmente esquecida nos dias de hoje. Lembro-me de a ter visto quando criança na televisão, mas tenho consciência de que não convenceu muito a crítica, foi um fracasso de bilheteira e está esquecida nos dias actuais. Todavia, vale a pena revisitar este filme: não só apresenta um estilo de humor que faz sorrir (não esperemos gargalhadas) sem pôr em causa a nossa inteligência e bom-gosto, como ainda envelheceu surpreendentemente bem. Apresentando-nos uma cinematografia de qualidade, bons adereços e cenários muito bem concebidos, o filme é visualmente agradável, e aposta num humor inteligente, espirituoso e provocador, que ajuda a entender porque parece estar tão “fresco” passados trinta anos. O modo como brinca com coisas sérias, como o modo como o Exército gasta dinheiro em projectos mirabolantes (isso não é uma invenção do filme, basta ler livros de história para sabermos, por exemplo, os prejuízos de um projecto envolvendo morcegos incendiários na Segunda Guerra Mundial) contribui para o tornar inteligente e actual. Steve Martin, uma das figuras cimeiras do humor americano da década de 90, não precisa de apresentações nem de ajuda: o filme parece feito à medida do que o actor sabe fazer e os diálogos são muito bem escritos. Não há um minuto onde não se sinta, na atitude de Bilko e dos que o rodeiam, um remoque de ironia e sarcasmo bem afiado: por exemplo, nos créditos finais, quando se agradece aos militares pela sua falta de colaboração para a realização do filme. Não é para menos: ele trata de enxovalhar a instituição militar ao dar-nos um quartel onde nada funciona e onde, por baixo dos panos, acontece tudo aquilo que o código de conduta proíbe em ambiente de caserna. Infelizmente, o filme tem várias falhas e problemas: a maneira como Martin domina tudo deixa pouco espaço ao resto do elenco para mostrar valor; o director e os argumentistas parecem ter-se concentrado apenas em Martin, e isso acaba por prejudicar Dan Aykroyd e Chris Rock, igualmente bons humoristas que podiam ter enriquecido o filme com uma contribuição mais interessante se tivessem recebido um material melhor e mais tempo em cena. O resto do elenco limita-se a estar ali e a fazer o que lhe pedem, com Phil Hartman a tentar tudo o que pode para dar nas vistas quando o deixam aparecer. Há ainda alguns problemas de desenvolvimento na segunda metade do filme: nota-se que a escrita não foi tão inspirada e a qualidade da comédia sofreu com isso.
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