Jovens Bruxas
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Jovens Bruxas

Jovens Bruxas

Chegou a vez das bruxas. Bem-vindos a hora da bruxaria.

Tipo

Filme

Ano

1996

Duração

100 min

Status

Released

Lançamento

1996-05-03

Nota

6.8

Votos

2.027

Direção/Criação

Andrew Fleming

Orçamento

US$ 15.000.000

Receita

US$ 24.800.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Recém-chegada a Los Angeles, Sarah se sente como uma estranha na academia St. Benedict até que conhece Nancy, Bonnie e Rochelle. As quatro se unem para praticar magia e com seu poder se vingar de todos os que as humilharam.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Funciona melhor do que a maioria dos filmes para adolescentes.** Este filme conta a história de uma jovem que muda de cidade e de escola, acabando por fazer amizade com um grupo de jovens bruxas. Não sou propriamente um entendido na matéria, mas estas quatro jovens parecem praticar uma variação da Wicca. O pouco que conheço sobre este assunto foi-me ensinado e transmitido por uma antiga namorada, uma orgulhosa e assumida bruxa que, não sendo praticante da Wicca, me explicou que era uma espécie de religião neo-pagã, inspirada nos antigos cultos celtas e druídicos, e que assentava fortemente na práctica da magia cerimonial. No entanto, as bruxas do filme optam por ignorar aquela que, de acordo com a minha ex-namorada, é uma das mais fundamentais regras da magia: a Lei do Retorno ou Lei Tríplice, abundantemente citada no filme ("aquilo que se faz acaba por voltar em triplicado"). É precisamente o que acontece na segunda metade do filme, proporcionando ao público algumas das cenas mais intensas, à medida que as personagens vão sendo alvo do castigo das forças que tão ousadamente invocaram. O enredo usa a bruxaria bem o suficiente, dando-lhe até algum realismo. Acredito que o facto de uma das actrizes ser, na vida real, uma praticante da Wicca, terá ajudado bastante a obter esse realismo. O grande pecado do filme, porém, é ser paulatinamente contaminado com os problemas mais comuns nos filmes para adolescentes: os clichés, as personagens estereotipadas, sugestões de romance perfeitamente desnecessárias etc. Isso retira alguma profundidade psicológica e impede o filme de se debruçar por questões muito mais interessantes e sérias, como os conflitos de personalidade, a vingança, a sede de poder e o modo como ele corrompe, entre outros. Outro problema é o modo forçado e pouco convincente com que o enredo revela o passado de Sarah. Sobre o elenco, Robin Tunney fez um bom desempenho, mas faltou algo mais para lhe dar mais vida. Tratando-se de uma personagem complexa e com potencial psicológico, ela não foi capaz de exteriorizá-lo. Fairuza Balk, por sua vez, surpreendeu numa interpretação dramática e intensa, às vezes exagerada, mas de uma forma que não era má. Rachel True e Neve Campbell estão bem e cumprem com o que lhes é exigido. O resultado final de todo este esforço e trabalho é um filme para adolescentes com algum potencial adulto e que entretém bem. Não assusta particularmente, pelo que não o podemos enquadrar como filme de terror ou thriller, mas funciona melhor do que a maioria dos filmes para adolescentes.

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