Despertar dos Mortos
Voltar
Despertar dos Mortos

Despertar dos Mortos

Quando não houver mais espaço no inferno, os mortos caminharão pela terra.

Tipo

Filme

Ano

1978

Duração

139 min

Status

Released

Lançamento

1978-09-02

Nota

7.5

Votos

2.270

Direção/Criação

George A. Romero

Orçamento

US$ 640.000

Receita

US$ 55.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Os mortos estão retornando a vida e atacando os vivos. Quatro sobreviventes do ataque escondem-se em um shopping abandonado e planejam contra-atacar. No entanto, milhares de mortos-vivos descobrem o esconderijo e iniciam um novo massacre, contaminando alguns sobreviventes que retornam como zumbis e somam-se ao exército de abomináveis criaturas.

Anterior7.5Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Isto deve ser uma piada, certo?** Em primeiro lugar, permitam-me um esclarecimento: não sou fã de filmes de “mortos-vivos”, muito embora entenda e aceite muito bem o interesse que, em anos recentes, tem havido por material deste tipo. Eu respeito totalmente aqueles que gostam disso. Mas vamos ser sinceros: um filme tem de ter alguma qualidade estética e algum bom gosto para se tornar “digerível”. E, bem, eu acabei agora mesmo de ver este filme, e sinceramente não consigo compreender como tem sobrevivido sem acabar no baú do esquecimento. Há filmes incrivelmente melhores que têm sido esquecidos à medida que os anos decorrem, mas certo tipo de porcarias, pura e simplesmente por serem más, permanecem vivas. A trama baseia-se, essencialmente, num momento de caos em que os EUA (pelo menos, o resto do mundo pura e simplesmente não existe) estão tomados por mortos-vivos e ninguém sabe o que fazer ou para onde ir. Cada um pensa em si, salva a sua pele e os outros que se danem. Pelo meio, os oportunistas do costume vão aproveitando a situação conforme lhes parece melhor e um grupinho de “heróis sobreviventes” procura onde se abrigar. É a trama deste filme e de uma dúzia de outros filmes de desastres (mortos-vivos, vulcões, guerras, terramotos, invasões alienígenas e outros). O nível de originalidade está abaixo de zero e as situações são, todas elas, previsíveis e altamente cliché. Nós sabemos quem vai morrer e quem se vai salvar por um fio de cabelo, e o facto de o filme começar sem nenhum tipo de introdução é simplesmente confuso e um pouco idiota. Dirigido por George A. Romero, um homem que deve ter sofrido de algum fétiche sexual bizarro com mortos e mortos-vivos (vejam a filmografia dele!), o filme é absolutamente trash e poderia competir em má qualidade e mau gosto com todos os filmes de Ed Wood e com o rigor histórico dos filmes de época de Ridley Scott. Eu perdi a conta aos problemas de roteiro, erros de continuidade e falhas grosseiras de edição. A cinematografia é feia, há um exagero gritante dos cenários e as maquilhagens dos mortos-vivos são tão evidentemente falsas que se parecem com o que nós fazíamos aos quinze anos em peças escolares. E do elenco é melhor nem falarmos: tenho dúvidas se aquelas pessoas eram actores.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.