
Tipo
Filme
Ano
1973
Duração
129 min
Status
Released
Lançamento
1973-12-25
Nota
8.0
Votos
2.924
Direção/Criação
George Roy Hill
Orçamento
US$ 5.500.000
Receita
US$ 159.616.327
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Após o assassinato de um amigo em comum, o aspirante a vigarista Johnny Hooker junta-se ao velho Henry Gondorff para se vingar de Doyle Lonnega, o cruel chefe responsável pelo crime. Hooker e Gondorff implementam um plano elaborado para que Lonnegan não descubra que está sendo enganado. O grande golpe começa a se desenrolar, mas as coisas não saem como planejaram e a destemida dupla faz improvisações de última hora.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**É imperativo redescobrir este filme magnífico.** Há muitos filmes sobre vigaristas e contos do vigário (Ocean’s Eleven e as suas duas ou três sequelas, por exemplo), mas nunca tinha visto um que fosse tão bem-humorado e em que as personagens principais fossem tão simpáticas. É uma comédia leve e familiar da década de 70, em que um grupo de vigaristas resolve arriscar a pele para enganar um poderoso e rico mafioso de maneira a vingar um amigo, morto pelos capangas dele. Este filme foi, na época, um enormíssimo sucesso financeiro nos EUA e conquistou prémios assinaláveis, especialmente sete Óscares da Academia: Melhor Filme, Melhor Director, Melhor Banda Sonora Original, Melhor Argumento Original, Melhor Figurino, Melhor Montagem e Melhor Direcção de Arte! Sendo assim, custa a crer que um filme com tamanhas qualidades tenha sido esquecido, mas é verdade. Nunca o vi na televisão, nunca ouvi falar muito dele, creio que nem teve grande visibilidade fora do país de origem. Em Portugal não teve, mas eu compreendo a razão: o filme estreou um dia antes de o país viver um golpe militar contra o governo e o resto desse ano foi muito complicado para o país, ninguém estava muito disposto a ver filmes. Por isso, acho que repescar este filme e trazê-lo novamente às salas de cinema, numa eventual versão restaurada, seria um gesto de inteira justiça à sua qualidade. O filme tem três enormíssimos actores que merecem um louvor pelo trabalho feito aqui: Robert Redford mostra valor e talento num filme que lhe irá abrir muitas portas, Robert Shaw oferece-nos um dos melhores exercícios dramáticos da sua maturidade artística e Paul Newman brilha e encanta-nos no papel de um elegante e simpático vigarista cheio de artimanhas. Ver estes três grandes actores juntos em cena é simplesmente delicioso. O filme conta ainda com um bom elenco secundário, com Robert Earl Jones, Charles Durning, Eileen Brennan, Ray Walston e outros bons artistas. A nível técnico, temos de nos render à cinematografia impecável conseguida pelo olhar minucioso do director George Roy Hill, em franca cooperação com uma equipa de bons profissionais, e que emula na perfeição os filmes antigos dos anos 30 com a vantagem da cor, em tons propositadamente acastanhados, dourados e amarelados. Os cenários, os adereços e os figurinos são simplesmente incríveis: os automóveis podem fazer salivar os admiradores de clássicos e os figurinos merecem um lugar no armário de qualquer cavalheiro com gosto pela elegância “old-style” que emanam. A época é bem recriada e as situações equilibram bem a tensão dramática e o humor. A banda sonora assenta com solidez nas melodias para piano de Scott Joplin e é maravilhosa de ouvir, e os títulos são magnificamente bem desenhados e têm arte em si mesmos. É um filme longo, com duas horas, mas é tão delicioso de ver e tão bem editado que o tempo passa a correr.
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