
A Testemunha
Um policial de cidade grande. Um pequeno garoto do interior. Eles não têm nada em comum... mas um assassinato.
Tipo
Filme
Ano
1985
Duração
112 min
Status
Released
Lançamento
1985-02-08
Nota
7.1
Votos
1.863
Direção/Criação
Peter Weir
Orçamento
US$ 12.000.000
Receita
US$ 116.107.459
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
A viúva amish Rachel e seu filho Samuel pretendem viajar e, na estação de trem de Filadélfia, o menino presencia o assassinato de um policial e reconhece outro como assassino. Para protegê-los, John Book, o policial encarregado do caso, resolve levá-los de volta para a comunidade a que pertencem e que recusa os benefícios da vida moderna. Ao ser ferido pelos assassinos, o detetive precisa ficar na comunidade até se recuperar e encontra dificuldades para se adaptar ao novo estilo de vida.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
edix880
Menino é a única testemunha do assassinato de um policial, morto pelo próprio colega de trabalho. Para proteger o garoto, agente da polícia passa a viver numa comunidade amish - é um grupo religioso cristão anabatista baseado nos Estados Unidos e Canadá. São conhecidos por seus costumes conservadores, como o uso restrito de equipamentos eletrônicos, inclusive telefones e automóveis.
Filipe Manuel Neto
**Um filme de acção misturado com uma visita guiada a uma comunidade Amish.** Aqui em Portugal, há poucas religiões para além da Igreja Católica e não há comunidades Amish, menonitas ou semelhantes. Por isso, esta curiosa comunidade religiosa é para mim objecto de fascínio e também de renúncia: explicando melhor, eu discordo radicalmente das concepções religiosas deles, nunca faria parte de uma congregação religiosa destas e, no entanto, acho fascinante, no mundo actual, a ideia de tentar ter uma vida mais simples, sem tecnologias excessivas e em maior harmonia com o ritmo natural. Seria um estilo de vida que eu não me importaria de experimentar, mesmo sabendo que ia sentir dificuldades em me adaptar e em viver sem acesso às tecnologias com que trabalho e me entretenho. Neste filme, acompanhamos um agente da polícia que, ao descobrir um caso de corrupção nas fileiras, se vê na iminência de ter de desaparecer para não ser morto e para proteger a única testemunha de um crime em que outro polícia foi assassinado: um menino Amish, que vive com a sua mãe, viúva, e com o seu avô materno, numa área rural isolada e pouco receptiva à visita de “ingleses” (como alguns chamam, no filme, às pessoas normais). No meio de tudo isto, o filme mostra-nos os hábitos, crenças e costumes destas comunidades religiosas severas que, por apreço à humildade e à simplicidade, renegaram tudo o que se possa ser um luxo e vivem estoicamente da agricultura de subsistência. Não vou entrar em considerações sobre a verosimilhança do enredo, mas acredito que o roteiro fez um esforço para criar uma história convincente e razoável, em que consigamos acreditar. Mereceu até vencer o Óscar de Melhor Roteiro Original, o que significa alguma coisa. O que eu posso dizer é que, apesar de o filme ser envolvente, há aspectos que se podiam melhorar: a identidade dos assassinos e vilões podia ser conservada em mistério durante mais tempo e, por outro lado, as motivações deles não parecem claras o suficiente para mim. Outro aspecto que não ficou claro foi o destino do marido daquela jovem viúva Amish. A tensão criada depois entre ela e os anciãos da congregação podia ter sido melhor explorada, bem como a aceitação/rejeição do agente da polícia pela comunidade. Dirigido por Peter Weir, o filme teve sérias dificuldades em encontrar um estúdio disposto a empatar dinheiro no projecto, e não teve um grande apoio da comunidade Amish, a qual não só rejeita a captação de imagens como temia ser invadida por multidões de curiosos, desejosos de lembranças e fotografias. Tecnicamente, o filme é excepcional: além da boa cinematografia, da excelente edição (outro Óscar que arrecadou) e de boas cenas de acção, temos bons cenários e figurinos, que recriam na perfeição o ambiente em que vivem os Amish, e os seus costumes simples. Nota negativa: a cena de nudez de Kelly McGillis, além de estar desenquadrada do filme, não se encaixa na história e parece gratuita. Após muitos filmes fantásticos e de sci-fi, Harrison Ford conseguiu um trabalho diferente, num estilo em que viria a apostar muito ao longo das décadas seguintes: o herói de acção, de pistola em punho e disposto a tudo para salvar o dia. O actor parece estar totalmente à vontade com a tarefa e brinda-nos com um excelente trabalho, merecendo com inteireza a nomeação ao Óscar de Melhor Actor. Kelly McGillis não se sai tão bem, mas faz o que precisa de ser feito e não merece nota negativa. Danny Glover é um vilão convincente.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
