Retratos de Uma Obsessão
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Retratos de Uma Obsessão

Retratos de Uma Obsessão

Tipo

Filme

Ano

2002

Duração

96 min

Status

Released

Lançamento

2002-08-21

Nota

6.6

Votos

1.861

Direção/Criação

Mark Romanek

Orçamento

US$ 12.000.000

Receita

US$ 52.223.306

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O revelador de fotografias, Seymour "Sy" Parrish (Williams), é completamente apaixonado por sua profissão. Muito solitário, Sy é obcecado pela família de uma de suas clientes, Nina Yorkin (Connie Nielsen). Sy sempre revelou os filmes mais importantes dos Yorkin - o casamento, o nascimento do primeiro filho, os aniversários, a primeira aula na escola, as férias... Sy se considera parte da família e tenta, cada vez mais, aproximar-se dos Yorkin, até uma crise inesperada impulsioná-lo a ultrapassar os limites, colocando a vida de todos em perigo.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Williams no papel mais denso que eu já o vi fazer em cinema.** Neste filme, Robin Williams deu vida a Sy, um empregado de uma grande loja que trabalha no departamento de revelação de fotografias. É um trabalhador aparentemente competente e bom no seu trabalho. Mas a verdade é que ele esconde um fascínio maníaco por uma família que ele costuma atender, os Yorkin. Quando ele percebe que a unidade e alegria deles correm risco de desaparecer, decide agir e proteger a família. O filme não é fácil de digerir. Para começar, o ritmo é propositadamente lento, de modo a construir as personagens e o enredo de maneira mais adequada e perceptível. Depois, há o problema de a personagem principal ser disfuncional e difícil de gostar. Inicialmente, ele age como um maníaco, com uma obsessão por aquela família, à qual parece desejar pertencer. Não sabemos se é inveja, se é adoração, se é uma mania. Mesmo assim, há alguma coisa de racional no modo como ele se comporta, como vimos a verificar nas explicações que dá à polícia no final. Outro problema, especialmente para o público comercial, são os toques intelectuais que o filme assume regularmente, em monólogos ou em detalhes discretos, que muitas pessoas podem achar aborrecidos ou dispensáveis. Eu confesso, gostei disso. Pouco podemos dizer sobre a performance de Williams. Ele é brilhante. Nunca pensei ver este actor, tão ligado à comédia e a personagens de humor, a dar vida a uma personagem tão densa e complexa, com toques de vilão, de stalker e de vingador associados à doçura de um homem solitário, carente e infeliz. O elenco restante também esteve bem, mas não sobressai e deixa espaço para Williams brilhar como merece. Tecnicamente, estamos perante um filme competente, mas discreto. Uma boa cinematografia, boa luz e cor, bons ângulos de câmera e uma banda sonora discreta, mas capaz. Destacaria os monólogos, onde o filme mostra alguma arte.

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