Donnie Brasco
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Donnie Brasco

Donnie Brasco

Em 1978, o governo dos EUA travou uma guerra contra o crime organizado. Um homem ficou atrás das linhas.

Tipo

Filme

Ano

1997

Duração

125 min

Status

Released

Lançamento

1997-02-27

Nota

7.5

Votos

4.802

Direção/Criação

Mike Newell

Orçamento

US$ 35.000.000

Receita

US$ 124.909.762

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Nos anos 70, policial usa o nome de Donnie Brasco para se infiltrar entre mafiosos. Um criminoso mais velho o toma sob sua tutela, ensinando os caminhos do crime. Mas ele coloca sua vida pessoal em xeque, pondo em risco sua missão.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Vale a pena.** Gosto bastante de filmes envolvendo gângsteres ou o universo da máfia, e este é apenas mais um filme bom sobre o tema. Não é o melhor, nem o pior, mas cumpre o que promete e faz de maneira elegante e correcta tudo o que precisa de fazer. É baseado na acção do agente federal Joe Pistone, que passou seis anos infiltrado numa das cinco famílias mais importantes da Máfia de Nova Iorque, com altos riscos para a sua vida e grande sacrifício da sua relação familiar. E considerando a maneira elegante e criteriosa como a trama vai emulando, com algum rigor, o que aconteceu a este polícia, eu só posso considerar que o roteiro está de parabéns, assim como a escrita dos diálogos, repletos de gírias próprias do universo mafioso americano. A fotografia é bastante bonita, com um excelente uso da cor e da luz ao longo do filme. Os cenários, os locais de filmagem escolhidos e os adereços conseguem transportar-nos imediatamente para aquele mundo de risco e ilegalidade onde operam os mafiosos. Gostei especialmente do figurino extravagante de Lefty, interpretado por Al Pacino, como forma de exteriorizar de modo visual as mais impactantes características de personalidade dele, como a vaidade, o egocentrismo exacerbado, a megalomania e a falta de elegância. Tenho ainda de saudar a banda sonora, discreta, mas eficaz, e o excelente trabalho de edição. O filme funciona muito graças a duas enormes interpretações dramáticas oferecidas por Al Pacino e Johnny Depp. Os dois actores interpretam personagens radicalmente distintas e que correspondem a pessoas que existiram verdadeiramente, e ambos foram incríveis a reproduzir e a interpretar os seus respectivos papéis. Pessoalmente, acho que este chega mesmo a ser um dos melhores filmes sérios de Depp, e entendam-se por sérios os filmes em que ele não foi convidado para interpretar alguma espécie de personagem bizarro dos sonhos ou pesadelos de alguém. Michael Madsen, Bruno Kirby e Anne Heche também fazem, cada um por si, excelentes contribuições em papéis de suporte.

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