Na Linha de Fogo
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Na Linha de Fogo

Na Linha de Fogo

Um assassino. Um Presidente em perigo. Há somente um homem entre os dois...

Tipo

Filme

Ano

1993

Duração

128 min

Status

Released

Lançamento

1993-07-08

Nota

7.0

Votos

1.778

Direção/Criação

Wolfgang Petersen

Orçamento

US$ 40.000.000

Receita

US$ 177.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Frank Horrigan, um agente do Serviço Secreto, sempre se recorda de 22 de novembro de 1963, quando ele tinha sido escolhido a dedo pelo presidente Kennedy e acabou se tornando um dos poucos agentes que perdeu um presidente para um assassino. Décadas depois Mitch Leary, um psicopata, está planejando matar outro presidente, que concorre a reeleição.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Acção, entretenimento e verosimilhança juntas num filme que é melhor do que muitos outros, mais regularmente recordados.** Este é um filme de acção convencional, ao estilo americano, em que tudo gira em torno da figura inatacável e sacrossanta do Presidente. Há imensos filmes do género, como “Air Force One” ou “Olympus Has Fallen”, o que pode talvez ajudar a explicar por que motivo acabou tão esquecido, apesar de ter sido indicado para três Óscares (Melhor Edição, Melhor Actor Secundário e Melhor Roteiro Original). Não é um filme novo, mas garante acção e entretenimento, sendo apelativo para as televisões e para o mercado caseiro. Neste caso, o roteiro centra-se na ameaça de um tresloucado que está disposto a tudo para assassinar o presidente americano, e nas tentativas de um veterano agente dos Serviços Secretos para o descobrir e impedir. Num filme onde a trama não reserva qualquer surpresa ou inovação, a previsibilidade pode ser um problema. De facto, não há aqui nada que não tenhamos visto antes. Todavia, tudo é feito de forma bastante competente e o empenho de todos os envolvidos é bastante evidente. Toda a história foi bastante bem escrita e, afora algumas falhas menores, apresenta-se sólida e digna de crédito. A direcção de Wolfgang Petersen também contribui decisivamente para o resultado positivo do produto final. O elenco contém vários nomes bastante conhecidos, mas, sem surpresas, é Clint Eastwood que assegura o papel protagonista. E mais uma vez, o veterano mostra-nos todo o carisma que tem. Ele realmente consegue equilibrar a sua habitual imagem de durão com uma fragilidade que a idade, já pouco jovem, acentua e justifica. John Malkovich também fez um bom trabalho. Não é o melhor da sua carreira, mas foi honesto, credível e feito com grande profissionalismo. Rene Russo é o destaque feminino, mas num filme com tanta testosterona ela tem pouco a fazer além de aparentar ser durona o bastante para acompanhar aqueles homens e ser o interesse amoroso de um deles. Tecnicamente, o filme tem vários pontos de mérito que merecem ser destacados e analisados. Ao ler um pouco sobre este filme (tenho esse hábito, para conseguir entender certos detalhes e tirar a limpo algumas dúvidas que surgem no momento de ver o filme), descobri que houve, da parte da produção, uma preocupação com os detalhes da história contada. Para tornar as coisas mais credíveis, pediram mesmo a consultoria do Serviço Secreto. E sempre que uma produção de um filme tem em conta a relevância dos detalhes para a verosimilhança do filme, nós temos o dever de louvar tais esforços. A cinematografia é o padrão dominante nos filmes da época, e os cenários e figurinos também são os imaginados. Há muitas cenas de acção bem executadas, e alguns bons efeitos especiais e visuais. A edição também é muito boa.

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