
Tipo
Filme
Ano
1996
Duração
139 min
Status
Released
Lançamento
1996-12-13
Nota
7.0
Votos
3.658
Direção/Criação
Cameron Crowe
Orçamento
US$ 50.000.000
Receita
US$ 273.600.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Um empresário de atletas que comete o erro de dizer o que pensa se vê abandonado por todos os seus clientes, exceto o jogador de futebol americano Rod Tidwell. A vida pessoal de Maguire também começa a se desintegrar quando ele fica dividido entre amor e dinheiro nesta metáfora sobre a necessidade de dinheiro e poder dos americanos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Não justifica o hype.** Quando vi este filme tinha expectativas um pouco elevadas, considerando a notoriedade, comentários encomiásticos e louvor público que o filme granjeou com o passar dos anos. No entanto, não senti que fossem absolutamente verdadeiros. Parece-me que há um “hype” em torno do filme que leva com que pareça mal apontar os defeitos. O filme conta a história de Jerry Maguire, um agente desportivo de grande sucesso que ajudou muitas estrelas do desporto a tornarem-se ricas e reconhecidas. No entanto, de alguma maneira meio mal explicada, ele acaba por sofrer uma crise de consciência que o leva a questionar tudo aquilo que fez até então. Acredita, pois, que o melhor caminho será aceitar menos atletas, com óbvias perdas de rendimentos, a fim de lhes dar a máxima atenção possível. Não satisfeito em tentar agir de maneira diferente, tenta convencer o seu patrão e a maioria dos seus colegas de que a sua ideia é o caminho certo a trilhar. Claro, foi rapidamente despedido e os colegas viraram-lhe as costas quando ele anunciou que ia abrir uma firma concorrente com os atletas que ainda estivessem dispostos a segui-lo. Apenas um atleta o fez, um jogador de futebol americano muito promissor. E mesmo assim, tudo parece preparado para correr mal. Dirigido por Cameron Crowe, o filme foi um grande sucesso e tem tido grande aclamação crítica e do público. No entanto, eu não hesito em colocá-lo como uma produção mediana, um filme que não é mau, mas também não consegue ser realmente bom. O director consegue esmerar-se em vários aspectos técnicos, como a fotografia, o trabalho de filmagem e a concepção dos cenários, mas tropeça noutros, como a edição, que deu ao filme um ritmo exageradamente lento e desprovido de qualquer dinâmica que mantenha o público atento à acção. Há cenas inteiras que podiam, e talvez devessem, ter sido excluídas. Quanto à banda sonora, eu posso dizer que gostei da escolha das canções e das melodias, mas não gostei da maneira como foram aproveitadas. Soam quase sempre de maneira intrusiva e inoportuna. A ideia do roteiro era boa, e eu compreendo que o filme tenha procurado um apelo melodramático para cativar o público. No entanto, para além de um bom punhado de citações dignas de registo, o roteiro pouco mais é do que uma história sentimentalista ao ponto da manipulação, ligeira e superficial demais, que decerto ganharia com uma análise e tratamento mais profundos. A maior prova disso são as personagens, que quase se limitam a uma sucessão de clichés básicos que poderíamos encontrar num qualquer trabalho de curso de um caloiro de uma escola de cinema. O mau material escrito e a aparente má qualidade do director ajudam-nos a entender a prestação abaixo da média com que a maioria dos actores presentes se satisfez. Tom Cruise, é um daqueles actores bonitos e de carisma vincado, mas que nunca verdadeiramente chamou a minha atenção pela qualidade interpretativa. Faz muito bem os papéis de acção ou de galã, mas não é um grande actor dramático e, neste filme, limitou-se a ser ele mesmo, mas sob pressão. Ao lado dele, a simpática Renée Zellweger fez tudo o que podia para ajudar, e louvo-lhe o esforço, mas não conseguiu ir além de um par romântico seco, inacreditavelmente frágil e pouco credível nas suas intenções e sentimentos. Cuba Gooding Jr., por outro lado, entrega-se muito à personagem e esforça-se mais do que o habitual neste filme, mas temos de concordar que não era uma personagem que lhe exigisse muito. Quanto a Jonathan Lipnicki… é simpático e nada mais.
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