
Tipo
Filme
Ano
1997
Duração
107 min
Status
Released
Lançamento
1997-04-11
Nota
7.0
Votos
1.012
Direção/Criação
George Armitage
Orçamento
US$ 15.000.000
Receita
US$ 31.100.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Um assassino profissional Martin Q. Blank tem de fazer um "serviço" em um subúrbio de Detroit e, por coincidência, a reunião de 10 anos da sua turma de colegial acontece no mesmo local. Na sua pista estão dois agentes federais, um outro matador profissional, que tem a missão de matá-lo, e um outro assassino, que sonha criar um sindicato de assassinos profissionais.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Se a comédia romântica e a comédia negra tivessem um filho…** Este filme mistura elegantemente dois géneros de comédia que podem ser indigestos por si só: a comédia romântica e a comédia negra. Ainda assim, sinto que a primeira domina mais, e o filme é basicamente uma história de “segundas oportunidades” no amor e na vida: de modo sugestivo, a trama gira em torno de uma festa de dez anos de formatura de liceu em que o protagonista, um assassino profissional que trabalha por conta própria, abandonou a sua terra natal, as suas origens e a mulher por quem estava apaixonado, e que de facto nunca esqueceu. Ele sabe que irão reencontrar-se se decidir ir à festa, e sente-se renitente em fazê-lo considerando o estilo de vida que tem. A decisão vem quando recebe o pedido para matar um alvo naquelas imediações, o que lhe permite unir o interesse profissional e a oportunidade de reparar a vida pessoal, que deixara em suspenso. No entanto, ele vai ser perseguido por agentes federais que o querem prender, um assassino que o quer matar e outro que quer trabalhar com ele. Não achei este filme particularmente violento. É um filme que tem cenas violentas porque precisa disso para contar a sua história e dar movimento à trama, mas que não abusa dos recursos violentos e evita entrar excessivamente no terreno da acção. A violência que foi inserida no filme é bastante estilizada, coreografada e exagerada, ao estilo de Hollywood, e não foi problemática para mim. Também não achei que fosse um filme excessivamente satírico: tem alguma sátira e um bom leque de piadas negras, mas a aposta principal passa pelo humor situacional, colocando o protagonista fora da sua zona de conforto, diante de pessoas e lugares que apelam a uma humanidade e bondade que ele não perdeu, mas que soube enterrar dentro de si durante uma década. Há imenso material romântico e as cenas entre John Cusack e Minnie Driver são bastante semelhantes ao que podemos ver em comédias românticas consagradas, como “When Harry Met Sally”. Então, não há aqui grandes inovações, antes uma mistura homogénea de coisas muito diferentes. Tecnicamente, o filme não parece particularmente notável e encaixa-se no padrão de boa parte das produções de meados da década de 80. No entanto, o que nos apresenta é bom e bem feito, e se não há grandes méritos a destacar também não podemos apontar falhas gritantes. Os aspectos mais positivos do filme são as coreografias, dinâmicas e efeitos das cenas de acção, feitas para entreter e não para parecerem autênticas, e também a escolha das canções utilizadas na banda sonora, que nos faz retornar a anos em que muitos de nós fomos muito felizes e não sabíamos. John Cusack faz um trabalho que se encontra perfeitamente dentro da zona de conforto dele e, portanto, não deixa margem para falhas. Ele é adequadamente sombrio e exala um perfume de mistério e perigo que tem muita serventia na concepção desta personagem e na maneira como ele domina a acção. Ainda assim, o filme está longe de ser um dos mais interessantes trabalhos do actor, que nunca sai da mediania. Estabelece uma boa química com Minnie Driver e isso ajuda a actriz, demasiado enjoativa por estar excessivamente presa ao cliché das namoradinhas dos protagonistas de comédias românticas. Joan Cusack é muito mais eficaz, no papel da assistente do assassino, que basicamente age como sua intermediária perante os clientes. Benny Urquidez não fez muito por mim, mas deixa uma prestação positiva e ajuda o filme a ter mais movimento e ritmo. Em contraste, adorei o trabalho empenhado de Dan Aykroyd, que parece estar a adorar o que está a fazer aqui, e a simpática colaboração de Alan Arkin. Hank Azaria e Todd Freeman limitam-se a ajudar naquilo que for preciso.
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