Meu Filho das Selvas
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Meu Filho das Selvas

Meu Filho das Selvas

Tipo

Filme

Ano

1997

Duração

97 min

Status

Released

Lançamento

1997-03-04

Nota

5.3

Votos

494

Direção/Criação

John Pasquin

Orçamento

US$ 32.000.000

Receita

US$ 59.927.618

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Executivo viaja até a selva amazônica para conseguir a assinatura de sua ex-mulher nos papéis do divórcio. Após uma longa viagem, ele tem a maior surpresa de sua vida: é pai de um índio adolescente chamado Mimi-Siku. Ele decide voltar para Nova York com o garoto, sem imaginar no que vai se transformar sua vida.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Absolutamente ordinário, dentro do padrão de qualquer comédia leve familiar do fim dos anos 90. Talvez por isso acabou esquecido.** Este é mais um daqueles filmes familiares simpáticos dos anos 90, que se notabilizaram quando passaram para o pequeno ecrã, e desapareceram de cena completamente após saírem de lá. É um filme que, acredito, muito poucos irão lembrar. Eu vi-o na época, esqueci-me dele, e só me lembrei novamente quando o encontrei casualmente, e me decidi a revê-lo, por estes dias. O roteiro é do mais previsível e cliché que pode haver, mas conserva alguns elementos que não nos deixam detestá-lo, nomeadamente a forma simpática como nos aborda e tenta criar uma história familiar, uma comédia ligeira sobre inadaptação, onde um menino nascido e criado na selva venezuelana acaba por ir viajar até Nova Iorque, a terra natal do seu pai biológico, recém-descoberto. Há pelo meio algumas sub-tramas, necessárias para o filme ter mais sustentação, porque a trama principal é demasiado magra para se aguentar por si mesma. Assim, surge toda aquela história do comércio de futuros em café com mafiosos, ou aquela personagem detestável que é a noiva futura do pai do menino. Há ainda algumas cenas, obviamente, demonstrativas da inadaptação do menino à cidade e à sociedade urbana. O filme está bastante longe de ser bom, e não deve ter deixado saudades na mente de nenhum dos envolvidos no projecto. Todavia, conta com um exercício cómico sofrível de Tim Allen, que é o actor principal e o protagonista de toda a trama. Ele exagera, é canastrão, tenta ser ao menos engraçado. Nem sempre consegue, mas o esforço está lá. Martin Short não é melhor, é apenas mais idiota, mas estes filmes precisam que o protagonista tenha um amigo idiota para fazer algo ainda mais estúpido do que ele faria sem ele. Sam Huntington foi um erro de casting. Ele pode até ser filho de dois caucasianos, mas ia ser fatalmente muito moreno no clima equatorial onde nasceu, e o jovem actor é branco como o leite. O romance dele com Leelee Sobiesky, ainda que tenha todos os toques habituais na primeira paixão de dois adolescentes, não nos convence. Tecnicamente, o filme é absolutamente regular. Tão regular quanto pode ser um filme cómico familiar ligeiro dos fins dos anos 90. A cinematografia, os cenários, os figurinos (até mesmo os da selva, onde as índias foram convidadas a tapar a nudez tribal), tudo é absolutamente e perfeitamente ordinário e não nos traz surpresas.

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