Babe, o Porquinho Atrapalhado na Cidade
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Babe, o Porquinho Atrapalhado na Cidade

Babe, o Porquinho Atrapalhado na Cidade

Este porquinho foi para a cidade...

Tipo

Filme

Ano

1998

Duração

97 min

Status

Released

Lançamento

1998-11-25

Nota

5.7

Votos

1.313

Direção/Criação

George Miller

Orçamento

US$ 90.000.000

Receita

US$ 69.100.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Quando descobre que sua dona está prestes a perder sua fazenda, Babe, o leitão-pastor, vai para a cidade com ela e amigos animais para levantar fundos e, assim, salvar a propriedade.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Fiel ao original, esta sequela não merecia tantas críticas e vaias.** Confesso que fiquei impressionado quando me apercebi que este filme tinha sido não apenas um rotundo fracasso de bilheteira, mas também altamente criticado e vilipendiado, tanto pela crítica especializada quanto pela crítica amadora. Eu posso até estar a ser um pouco parcial em virtude de o filme ter feito parte da minha infância tardia, mas, na verdade, eu creio que não era merecedor de tamanha pateada. Há muitos filmes francamente piores a passar por aí, como os filmes “Ted” ou até “Minions”, e que não foram alvo de tamanha indignação. Contudo, penso que todos os que viram o filme concordam num ponto: é mais fraco que o filme original. O roteiro retoma a história no lugar onde o filme anterior parou: o porquinho venceu o grande prémio da feira agrícola, ficou muito famoso e fez o seu dono famoso e feliz. Apesar disso tudo, inadvertidamente, ele provoca um acidente que deixa o seu proprietário muito ferido, e todos os cuidados médicos necessários deixam-no quase falido. De maneira a evitar que a fazenda vá a leilão por dívidas ao banco, Esme, a esposa dele, resolve levar o porquinho a um concurso em que pode receber um gordo prémio financeiro. Para isso, eles tem de viajar de avião, mas as coisas não correm conforme esperado e os dois ficam perdidos e sozinhos na cidade, um lugar em que muitas pessoas não gostam realmente nada de animais. Tudo bem, a originalidade do primeiro filme desapareceu e o charme e encanto rural não está aqui. Eu lidei bem com isso, a minha preocupação era saber se a sequela iria contrariar o filme original ou ser incapaz de o igualar em qualidade. E o filme mostrou-se bastante sólido, capaz de ombrear com o seu antecessor em qualidade e de nos dar uma história que dá seguimento aos acontecimentos anteriores de uma maneira minimamente credível e bem estruturada. Sim, é também um filme bastante mais sombrio do que o seu antecedente: o retracto da cidade é bastante carregado, com a aversão aos animais e a maneira como estes são perseguidos e até mesmo mortos. Todavia, atrevo-me a dizer que corresponde à realidade dos factos, e que este filme não faz mais do que mostrar isso, e ensinar as crianças e jovens (o público alvo do filme) a ter mais compaixão pelos animais. E isso, sem dúvida, é uma mensagem valiosa a transmitir. Onde eu acho que o filme realmente falhou foi na forma como certos detalhes foram pensados e levados adiante. Ferdinand, o pato, é uma personagem muito simpática, mas é mal utilizada o filme inteiro, pelo que teria sido melhor dispensá-la se não era mesmo possível usá-la melhor. A personagem do pitbull, que a certo ponto tem grande relevância, é descartada muito cedo e podia ter sido melhor mantê-la mais um tempo, criar uma sub-trama em torno dela, talvez. Há, de resto, muitos animais em cena e muita atenção dispersa por eles, sem que daí venha grande benefício para o filme. A cena da festa, com a pobre Esme disfarçada de palhaço e pendurada num lustre, é muito engraçada (talvez das mais engraçadas do filme) mas parece destoar do resto do filme. E também não posso deixar de vaiar a forma como os macacos foram utilizados: é bastante óbvio que são uma representação de pessoas negras e isso fica mais evidente pela escolha do nome Thelonius (alusiva ao músico jazz negro Thelonius Monk) para uma delas. Isto é simplesmente racista. A intenção dos produtores até pode não ter sido esta, eles podem não ter pensado nisso, mas é bastante comum, em meios racistas, comparar os negros a macacos, e eu vi essa comparação plasmada nestas personagens. Isso, sim, merece ser vaiado. Tecnicamente, o filme ombreia com o seu antecessor: os visuais são incríveis, o design usado nos cenários e nos figurinos é magnífico, a cinematografia é soberba e o trabalho dos actores de voz é simplesmente impecável. Há muitos bonecos animatrónicos aqui, e eles são usados de uma maneira credível (ainda que não tanto quanto no filme original). As personagens humanas são francamente secundárias: Cromwell é descartado, Mickey Rooney é unidimensional e não é particularmente interessante. Até mesmo Magda Szubanski é pouco aproveitada. Fiel ao filme original, a banda sonora continua a assentar em temas de música clássica e de ópera, a que foi acrescentada, curiosamente, a canção “Non Je ne Regrette Rien” de Edith Piaf, a única música em ambos os filmes que não pertence ao repertório erudito convencional.

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