
Tipo
Filme
Ano
2016
Duração
115 min
Status
Released
Lançamento
2016-09-14
Nota
6.4
Votos
3.065
Direção/Criação
Sharon Maguire
Orçamento
US$ 35.000.000
Receita
US$ 211.952.420
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Depois de tantas idas e vindas, Bridget Jones e Mark finalmente se casam. Não demora muito, entretanto, para que a vida pregue mais uma peça neles e eles acabam se separando. Em crise no tabalho, tentando manter uma boa relação com o ex e engatando um novo romance, Bridget tem uma surpreendente revelação: está grávida - e não tem certeza de quem é o pai da criança.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Filipe Manuel Neto
**Um fim digno para Bridget Jones.** No geral, gostei deste filme, e penso que representa um final digno para a trilogia de Bridget Jones. Não é um filme muito bom, mas é caloroso, tem uma história engraçada e dá-nos de novo a maioria das personagens que gostamos. Pessoalmente, gosto mais deste filme do que do seu antecessor, que me pareceu mais desgastado e sem alma. Neste filme, o impensável acontece e Bridget engravidou… mas ela não sabe quem é o pai! Por um lado, pode ser Mark Darcy, o seu eterno amor, mas também pode ser Jack, um envolvimento de uma noite que ela teve num festival. O filme é previsivelmente o último em que veremos Bridget Jones e as suas aventuras. Não só a fórmula está já bastante desgastada como também os actores envelheceram e estão agora em outro patamar das suas vidas. O maior problema deste filme, de facto, é a previsibilidade do seu roteiro, onde conseguimos antever com alguma certeza o que vai acontecer. Até mesmo quem é o pai da criança! As piadas não trazem nada de novo, mas as vezes funcionam, e o filme não é feliz na tarefa de nos fazer rir, mas também não nos deixa aborrecidos. Infelizmente, não senti entre o trio de actores principais a mesma química que se observava no passado. O filme tem uma série de sub-enredos desinteressantes, colocados para preencher tempo e espaço, porque nada de relevante vem de nenhum deles. De novo, Renee Zellwegger volta a uma das personagens que lhe rendeu notoriedade e fortuna, mas a actriz acusa já a sua idade, com rugas de expressão visíveis e uma falta de jovialidade que a personagem também vai, gradualmente, assumindo. Ela é uma boa actriz, todavia, e brinda-nos com mais um trabalho muito competente, fechando da melhor forma este seu trabalho. Ao seu lado, um maduro mas elegante Colin Firth continua fresco e impecável no papel de Darcy. Escalado para este filme, Patrick Dempsey fez um trabalho satisfatório, mas algo morno, como de resto pedia a sua personagem, um intelectual fã de algoritmos que fez fortuna com um site de relacionamentos. Emma Thompson é uma boa comediante, mas a personagem é demasiado séria para ela poder realmente pôr a uso os dotes cómicos que lhe reconhecemos. Gemma Jones e Jim Broadbent são apostas seguras, mas raramente são de facto aproveitados. Sarah Solemani é igualmente uma boa adição, mas também acrescenta pouco ao filme. De novo, o filme assume os seus créditos britânicos com uma cinematografia discreta, mas eficaz e funcional, aproveitando da melhor maneira os bons cenários e, também, os excelentes locais de filmagem seleccionados para o filme. Temos um bom equilíbrio de luz e sombra, boas cores e uma excelente edição, com o filme a não perder tempo nem a arrastar-se. Os figurinos também são muito bons, e a banda sonora cumpre bem o seu papel, sem sobressair ou decepcionar.
Pedro Quintão
Gostei de Bridget Jones's Baby. Foi mais interessante e divertido do que o segundo filme, The Edge of Reason, mas ainda assim fica ligeiramente abaixo do original, Bridget Jones's Diary. A premissa do triângulo amoroso, com Bridget a tentar descobrir a identidade do pai do bebé enquanto os dois homens disputam entre si, é cativante e traz um novo dinamismo à história. As peripécias da Bridget, como sempre, são uma mistura hilariante de desastres e momentos hilariantes com os quais nos identificamos e que conservam o espírito que conquistou os fãs. No entanto, há alguns aspectos que merecem ser mencionados. Renée Zellweger, que sempre foi o coração desta franquia, parece um pouco diferente neste filme, provavelmente devido a cirurgias plásticas. Em vários momentos, nem sequer parece a mesma pessoa dos filmes anteriores, o que acabou por ser estranho. Ainda assim, a sua interpretação continua a ser sólida, e ela consegue trazer de volta a vulnerabilidade e o humor que tornam Bridget tão querida. É como reencontrar uma amiga de longa data que mudou o rosto, mas que ainda mantém a essência que a torna especial. O filme entretém e tem o seu charme, especialmente para os fãs da série. A química entre Renée, Colin Firth (Mark Darcy) e Patrick Dempsey (Jack Qwant) funciona bem, e há cenas que garantem boas gargalhadas. A somar a estas personagens, temos Sarah Solemani como Miranda, a nova amiga da protagonista que apresenta imenso carisma para possuir o seu próprio filme spin-off. No entanto, apesar de ser uma experiência agradável, Bridget Jones's Baby acaba por ser um pouco esquecível. Falta-lhe aquele algo especial que tornou o primeiro filme tão memorável. É como uma refeição reconfortante que sacia na hora, mas não deixa uma marca duradoura. No geral, é uma sequela que vale a pena ver, especialmente para quem acompanhou a jornada de Bridget desde o início. Não é uma obra-prima, mas é uma comédia romântica divertida que cumpre o seu propósito.
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