Viagem Maldita 2: O Retorno dos Malditos
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Viagem Maldita 2: O Retorno dos Malditos

Viagem Maldita 2: O Retorno dos Malditos

Tipo

Filme

Ano

2007

Duração

89 min

Status

Released

Lançamento

2007-03-22

Nota

5.6

Votos

1.590

Direção/Criação

Martin Weisz

Orçamento

US$ 15.000.000

Receita

US$ 37.697.773

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Como parte de uma missão de rotina, uma unidade de soldados da Guarda Nacional pára no isolado laboratório do Novo México. Lá eles encontram um campo de pesquisa misteriosamente deserto. Após presenciar um sinal de perigo em uma montanha distante, o grupo decide iniciar uma missão de procura e resgate. Porém o que eles não sabem é que estas são as mesmas montanhas que a família Carver visitou e que uma tribo de mutantes canibais os aguarda.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Sangue, tripas e parvoíce.** Vi muito recentemente o remake do filme original, dirigido por Wes Craven, e achei-o estúpido. Não esperava nada melhor nesta sequela, pensada para fornecer a um público doentio uma dose adicional de mortes brutais e jactos de sangue fresco. Sim, este tipo de filme está longe de ser a minha chávena de chá, vi-o porque não havia nada muito melhor para fazer (o que diz muito da minha vida, de facto). Dirigido por Martin Weisz, que não conheço, e com argumento escrito por Wes Craven, o filme não desilude os inquisidores medievais da plateia e dá-nos um rodízio de carne humana, entranhas putrefactas, baldes de sangue falso e mortes criteriosamente dolorosas e dignas da mente do mais pervertido sociopata. Acredito que quem pagou para ver isto saiu satisfeito do cinema e foi para casa treinar no pescoço de algum frango (vivo ou de supermercado, para o efeito é irrelevante). Apesar de Craven assinar o argumento, custa-me dizer que o filme tem uma história: tem, na verdade, um pretexto: um grupo de recrutas da Guarda Nacional dos EUA tem de ir a uma área militar ultra-secreta para apoiar uns cientistas que estão lá a trabalhar. Eles não sabem em quê nem conhecem o local e, quando chegam, não encontram ninguém. Parece que houve alguma coisa que correu muito mal, e quando os rádios deixam de funcionar e parecem receber pedidos de socorro, procuram nas colinas vizinhas por alguém vivo. O que encontram, porém, são os monstros humanóides que já conhecemos do filme anterior, e a partir daí o filme é, basicamente, um massacre. Como eu dizia, não temos história para contar aqui, apenas um pretexto para massacrar idiotas fardados. Preciso de dizer que nada neste filme soa de modo credível? Os militares nunca têm um comportamento digno de quem usou uma farda, e a ideia de a Guarda Nacional (que não é mais que uma força de reservistas) ter autorização para entrar numa área militar secreta que nem é reconhecida oficialmente é digna de gargalhadas. Aliás, onde estão os portões e a vigilância dessa área militar? Como pode ser secreta se até eu puder ir lá? As atitudes das personagens são, naturalmente, tão estúpidas quanto possível e os vilões, ainda que pareçam formidáveis e duros de matar, não parecem saber usar armas de fogo. A nível técnico, o filme merece alguns louvores, seja pela caracterização dos actores, seja pelo uso decente de CGI (decente não significa bom), seja ainda pela boa concepção dos cenários, em especial as galerias mineiras. E quanto aos actores, parece-me que ele, pelo menos, se esforçaram para fazer um trabalho aceitável, e são um pouco melhores do que o comum neste género infeliz de cinema de horror.

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