Núpcias de Escândalo
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Núpcias de Escândalo

Núpcias de Escândalo

A comédia de sucesso da Broadway, que durou um ano, sobre a bela que se apaixonou!

Tipo

Filme

Ano

1940

Duração

112 min

Status

Released

Lançamento

1940-12-05

Nota

7.6

Votos

963

Direção/Criação

George Cukor

Orçamento

US$ 914.000

Receita

US$ 3.300.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Uma herdeira entediada, destinada a se casar com um executivo chato, vê seus planos de casamento frustrados com a chegada de seu ex-marido playboy. E família então gradualmente começa a perceber a importância da integridade e dos verdadeiros valores.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme que tem qualidades, mas que também tem sido sobrevalorizado ao longo das décadas.** Este foi certamente um dos filmes mais interessantes de 1940, uma época em que o mundo estava mais atento ao desenvolvimento da guerra na Europa do que, propriamente, ao que era feito pelos actores diante das câmaras. Baseando-se numa peça que teve grande êxito na Broadway, George Cukor oferece-nos um filme elegante e prático, com material que permite aos actores mostrar algum talento, mas que não deixa de ser teatral demais em vários momentos, como uma peça de teatro gravada. Apesar de ser considerado um clássico às vezes, acho que é uma obra menor para todos: Cukor vai ser sempre mais recordado por “Minha Linda Senhora”; Cary Grant brilhou muito mais em “Intriga Internacional” e em “Charada”; Hepburn será sempre lembrada por “O Leão no Inverno” e Stewart, um dos preferidos de Hitchcock, assegurou a eternidade em “A Mulher Que Viveu Duas Vezes” e “Janela Indiscreta”. Porém, é inegável que os três protagonistas são actores de peso e Cukor era um dos grandes directores da época, o que nos permite adivinhar a importância que o estúdio deu a esta produção, provavelmente uma das suas grandes apostas. O trabalho do director é elegante, límpido e bem executado; Grant é bom a fazer de cínico engraçado e Hepburn acompanha-o sem dificuldades. Vale a pena ver estes dois grandes actores num mesmo trabalho. Stuart, porém, parece estranho aqui, não desenvolve adequadamente e o resultado dos esforços dele é francamente pobre, considerando as suas capacidades. Onde o filme comete mais erros é na concepção do roteiro, uma peça convencional, com um humor contido e discreto assente em trocadilhos de palavras que se perdem para quem tem que ver versões legendadas na sua própria língua (o meu caso, como falante nativo de português), e que nunca vai além da mediania. As personagens perambulam pela casa imensa, dialogando sarcasticamente, e a acção é lenta e previsível. Não consigo entender como é que o filme arrecadou o Óscar de Melhor Roteiro Adaptado, nem tampouco o de Melhor Actor, para Stewart. Principalmente se considerarmos que teve ao seu lado filmes muito superiores, nomeadamente “Rebeca” e “As Vinhas da Ira”. É bizarro.

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