A Chave Mestra
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A Chave Mestra

A Chave Mestra

Temer é acreditar.

Tipo

Filme

Ano

2005

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

2005-07-29

Nota

6.6

Votos

2.254

Direção/Criação

Iain Softley

Orçamento

US$ 43.000.000

Receita

US$ 93.983.911

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Caroline aceita trabalhar como enfermeira para um casal de deficientes que vive em uma estranha mansão em Nova Orleans. Após encontrar objetos misteriosos, ela começa a desvendar o passado sinistro do casal.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Não assusta, mas entretém.** Sou um confesso apreciador de filmes de terror mas confesso que filmes com casas assombradas são algo tão comum que se tornou gradualmente desinteressante. Mesmo assim, nada como dar uma oportunidade a material novo quando ele aparece. Foi o que fiz aqui, com este filme. E fiquei razoavelmente satisfeito: é um filme que sabe construir ambiente e tensão e um mistério agradável, ainda que não seja capaz de assustar. Tudo se passa no meio dos pântanos dos subúrbios da velha e misteriosa Nova Orleães. Numa casa colonial antiga vive um casal idoso que contrata Caroline, uma enfermeira e cuidadora de idosos que vai para aquela casa pela mão do tabelião da família a fim de cuidar de Ben, o patriarca da família, muito debilitado por um derrame cerebral que o deixou incapacitado. Mas não demora muito para que a jovem descubra que a casa esconde muitos segredos antigos e que alguns desses segredos podem realmente ser uma ameaça para todos. Como filme de terror puro é fraco... mas o filme tem uma história suficientemente boa e um ambiente tenso que, associados a um roteiro suficientemente bom, onde a inclusão de temas de feitiçaria e vodoo (é Nova Orleães, como poderia não se pensar nisto?) ajuda muito a trama e serve de cola a tudo o que temos aqui. Senti que a personagem Caroline não é desenvolvida adequadamente e é mal apresentada ao público, dado que não sabemos muito sobre ela e isso torna-a uma figura mais do que uma personagem que podemos sentir e que nos toca. Mesmo assim, é um filme funcional e que entrega mais ou menos o que promete, apesar de não ter a capacidade de assustar nem ir além da tensão e de alguns calafrios ocasionais. O elenco tem vários nomes de algum peso. Peter Sarsgaard é o nome mais sonante, mas está resguardado numa personagem que não aparece tanto assim mas garante-lhe um mínimo de presença. Kate Hudson é elegante e bonita, e sabe fazer o seu papel, mas não parece sentir a personagem dela como deveria, nalgumas cenas que aparentam menos bem trabalhadas ou bem Gena Rowlands, por sua vez, é extraordinária e faz uma personagem verdadeiramente colossal. Tecnicamente, gostaria de destacar a qualidade da cinematografia e do trabalho de filmagem e edição, que deram ao filme uma beleza visual bastante importante para construir o ambiente que o filme requer. As cenas e paisagens dos pântanos e da cidade são excelentes e foram usadas da melhor forma. Os efeitos são mínimos, mas cumprem o seu papel, os cenários e figurinos, bem como as paisagens suecas (com ou sem neve) aumentam a beleza visual de todo o conjunto. A banda sonora cumpre bem o seu papel.

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