A Maldição de Raven's Hollow
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A Maldição de Raven's Hollow

A Maldição de Raven's Hollow

Tipo

Filme

Ano

2022

Duração

98 min

Status

Released

Lançamento

2022-09-22

Nota

5.4

Votos

62

Direção/Criação

Christopher Hatton

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O cadete de West Point, Edgar Allan Poe, e quatro outros cadetes em um exercício de treinamento no interior do estado de Nova York são atraídos por uma descoberta horrível em uma comunidade esquecida, onde encontram um local que guarda um segredo assustador.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um tríler de ‘suspense’ tenso e eficaz com uma história totalmente inventada sobre um dos maiores escritores norte-americanos.** Fiquei surpreendido quando, após ter visto este filme, verifiquei que ele não só não tinha sido feito nos EUA, terra natal de Edgar Allan Poe, como tinha sido votado a uma espécie de desprezo neste país, não merecendo, pelo que percebi, a menor atenção. Tudo bem, é um filme de bastante baixo orçamento e razoavelmente fraco, mas outros filmes piores e igualmente estrangeiros tiveram muito mais aceitação entre a bilheteira e crítica dos EUA. Não sei, de facto, o que se passou aqui. O director Chris Hatton (que também assina o argumento escrito) trouxe-nos um tríler sobrenatural onde um jovem Cadete Poe comanda um grupo de jovens da Academia dos EUA e se sente obrigado a investigar um acontecimento bizarro num vilarejo por onde o grupo teve de passar. O filme funciona como um tributo ao escritor sem, todavia, ficcionar nada que tenha acontecido: a história do filme é 100% invenção do director/argumentista: Poe, de facto, foi cadete em West Point algum tempo, mas foi dispensado, e apesar de o filme mostrar a personagem a consumir opioides não há provas de que Poe tenha sido viciado em drogas. A nível técnico, o filme funciona muito bem: o orçamento do filme pode ter sido limitado, mas cada cêntimo foi gasto com cautela, procurando dar ao filme a maior qualidade que era possível: os cenários e figurinos provam-no, bem como os efeitos visuais utilizados (sim, não são o melhor disponível, mas funcionam bem da maneira como foram usados) e a filmagem, onde as névoas, a falta de luz e o baixo contraste são aproveitados para um ambiente mais soturno e sombrio. A edição, por vezes, falha, mas, em geral, o filme cumpre o que promete e dá-nos um bom mistério sobrenatural. O elenco é composto por uma série de actores de segunda linha. Quase ninguém associa William Moseley, o protagonista deste filme, ao heróico Peter Pevensie de “Nárnia”, mas era precisamente este actor, mais novo. Não foi um esforço vão, o actor mostra energia e capacidade, mas terá de se empenhar em projectos mais notórios se quiser singrar como actor adulto. Quanto a Melanie Zanetti, que deu vida à personagem feminina mais forte, faz um trabalho bastante competente e intenso, o que é interessante verificar se formos a pensar que este foi, praticamente, o primeiro filme onde a actriz pode brilhar enquanto adulta. David Hayman e Kate Dickie dão um apoio bem-vindo e eficaz, assim como Oberon Adjepong. Enfim, o filme foi uma boa oportunidade para uma série de actores de elenco comum sobressaírem e terem alguma luz da ribalta, e o trabalho desenvolvido por eles ajuda bastante a qualidade do produto final. O maior problema do filme acaba por ser o estilo narrativo bastante lento, que não será a praia de qualquer pessoa, e também a sucessão de clichés de género que o filme recicla e aproveita, de forma mais ou menos inteligente conforme. Para mim, isso foi positivo, pois deu-me tempo para me conectar à trama e ficar mais interessado e curioso, mas a maioria das pessoas quer é despachar e ver o sangue, e dar uns pulos na cadeira com algum efeito sonoro ou susto mais elementar. Esse tipo de público vai sentir-se defraudado.

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