
As Crônicas de Spiderwick
Tipo
Série
Ano
2024
Duração
-
Status
Returning Series
Lançamento
2024-04-19
Nota
6.9
Votos
76
Direção/Criação
Aron Eli Coleite
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
1
Episódios
8
Sinopse
Acompanha a família Grace – os gêmeos Jared e Simon, a irmã Mallory e a mãe Helen – que se mudam para a casa de seus ancestrais e começam a desvendar um sombrio mistério sobre seu tio-bisavô que uma vez descobriu o mundo secreto e talvez presunçoso das fadas que existem paralelamente ao seu.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Uma mini-série que teria de ser muito melhorada para ser boa, mas que não foi uma total perda de tempo.** Não sendo eu um falante nativo de língua inglesa, acho que não vou surpreender ninguém se disser que nunca li o material escrito original, escrito por Holly Black, e que está por trás desta série e do filme infanto-juvenil de 2008. Vi apenas o filme mais antigo e gostei do que vi, gostei da história e voltei agora, para ver como era esta versão, confiando que provavelmente iria aproveitar melhor o material escrito (normalmente é o que acontece quando uma série de livros é adaptada para uma série de TV em vez de um único filme). Quando terminei o último capítulo, procurei uma segunda temporada até descobrir que a Disney, responsável por esta pequena mini-série de fantasia sombria, se desinteressou e cancelou qualquer projecto de continuação. Talvez tenha sido melhor: de acordo com uma série de pessoas que leram os livros originais, a mini-série atropela o material original e atira para o lixo mais de metade do texto, e a verdade é que não tenho motivos para crer que isso seja mentira. Talvez a Disney já tivesse, desde o início, a intenção de fazer só uma temporada com número limitado de episódios? Isso explicaria porque o material foi escamoteado dessa maneira tão indecente… Criada por Aron Eli Coleite, que não conheço, a série faz o que precisa para nos entreter sem, no entanto, merecer nova visita do público. Vemos, esquecemo-nos disso e depois vemos outra coisa qualquer. O argumento escrito é decente e parte de uma releitura que até teria sido boa se tivesse sido desenvolvida adequadamente, com tempo e temporadas suficientes, o que não aconteceu: tudo parece feito às pressas para concluir a história numa temporada só, muitos subenredos são abortados à nascença como bebés indesejados, boa parte das personagens é reduzida ao desenvolvimento mínimo e só o vilão, Mulgarath, foi alvo de mais atenção para inspirar maior tensão dramática. Bem desenvolvidas, as brigas entre irmãos teriam sido interessantes e acrescentado drama e profundidade psicológica, mas limitam-se a cansar o público. Muitos detalhes da trama permanecem inexplicados, exigindo que o público subentenda as explicações. A mãe dos três adolescentes é insípida e parece carente de afectos, enquanto o pai recebeu a personalidade de um adolescente sem inteligência nem maturidade. As criaturas mágicas do universo de Spiderwick, que na verdade deveriam ser o centro desta série, raramente aparecem (ou fazem-nos sob a aparência de humanos, o que não podia ser mais preguiçoso para a produção) e, quando o fazem, a série tem de recorrer a CGI de terceira categoria, indigno da chancela Disney. E depois temos Calliope, personagem absolutamente inventada para série, mas que teve mais atenção e protagonismo do que várias personagens que estão realmente nos livros, e isso, ainda que pudesse ser aceitável noutras circunstâncias, acabou por ser bizarro. Quanto ao elenco, o que podemos dizer? São actores de TV que eu, como consumidor de cinema, nem sempre consigo reconhecer. Por isso, não vou dizer muita coisa sobre eles. Os actores fazem o que lhes mandam de acordo com a direcção, e numa série destas não podemos esperar grandes exercícios dramáticos de ninguém. Curiosamente, parece-me que a escolha esmagadora de actores negros, que noutros tempos seria considerada como uma forma de “blacksploitation”, foi aceite pelo público. Eu também lidei bem com isso, mas acho que teria preferido uma representação mais fiel das pessoas do Michigan, onde alegadamente fica a cidade ficcional, e que tem uma ampla variedade étnica. Uma nota positiva, contudo, para o trabalho de Christian Slater.
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