Átila - O Huno
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Átila - O Huno

Átila - O Huno

Tipo

Série

Ano

2001

Duração

177 min

Status

Ended

Lançamento

2001-01-30

Nota

6.3

Votos

129

Direção/Criação

Dick Lowry

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

1

Episódios

2

Sinopse

Dois mundos se confrontam e, com eles, os dois homens que personificam os valores e a essência desses mundos. Átila, Rei dos Hunos (Gerard Butler) é um idealista que vê mais no seu povo do que nele próprio. Ao passo que a felicidade dos hunos reside na pilhagem e extorsão das nações vizinhas, Átila pretende mais, considerando a possibilidade de um império e uma nova ordem mundial. O general romano, Flavius Aetius (Powers Boothe), personifica o melhor e o pior do Império Romano nos últimos anos de sua existência. Sua motivação provém de um objetivo primordial: é imperativo que Roma continue dominando o mundo. Duas perspectivas diferentes do destino, defendidas por dois homens mais poderosos do século... conflitos principais do Átila, o Huno.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Épico, entretém maravilhosamente, mas não tem qualquer respeito pela verdade histórica.** Vi esta mini-série de TV, de dois episódios, condensada num filme de cerca de três horas de duração. Acredito que não perdi muito. Não vale muito a pena falar sobre o roteiro porque a vida e os feitos de Átila, o grande líder dos Hunos, são conhecidas e basta consultar uma boa enciclopédia para ficar com uma noção do que ele fez. O que temos de compreender é que esta mini-série é ficção, logo está bastante longe da realidade dos factos. Historicamente, Átila foi um poderoso líder que, por doze anos, co-governou os Hunos com o seu irmão Bleda, que só mais tarde virá a assassinar, provavelmente por sede de poder. Por isso, parece-me que a relação entre os dois irmãos foi cordial e colaborativa durante muito mais tempo do que a série mostrou. Juntos, ambos vão transformar os Hunos numa força de combate terrível que, em nome do ouro e das riquezas, se irá voltar contra o Império Romano, numa campanha de terrorismo e chantagem: os Hunos extorquíam somas elevadíssimas em ouro para pouparem as cidades romanas, apagando do mapa as que resistiam. Quando conquistavam uma cidade, massacravam toda a população, saqueavam tudo e incendiavam o que deixavam para trás. Sem piedade, sem misericórdia. A própria cidade de Constantinopla foi cercada. Em 451, quando o general romano Flávio Aécio finalmente vence os Hunos na Batalha dos Campos Cataláunicos (à frente de uma coligação de romanos do Império do Ocidente e de Visigodos), Átila vinga-se invadindo a própria Itália numa campanha militar de aniquilação a que os romanos só escaparam porque a Peste infectou os Hunos e os forçou a retirar. De acordo com o relato de Prisco, Átila era um homem de família dedicado e mandara até construir uns banhos de modelo romano na sua casa… mas ao contrário do que esta série mostra, ele nunca quis ser imperador ou construtor de impérios e cidades. Era um destruidor e um saqueador, cujo interesse era obter o máximo de riquezas no mais curto espaço de tempo, à custa do máximo de vidas inimigas possível. Quanto mais cadáveres se acumulassem, melhor para a sua reputação. Apesar de imaginativa e de criar uma ideia completamente errada e romântica de Átila, a série é boa na medida em que entretém muito bem o público, com muita acção, romance, traição e intriga, além de batalhas incríveis e um sentido épico agradável. Claro, também temos direito a algumas cenas mais quentes, com as orgias romanas em destaque. Sexo vende, não é? O elenco é liderado por um eficaz Gerard Butler, no papel do chefe Huno. Ele mostrou que se sente à vontade, sabe liderar e usa todo o seu carisma para o fazer. Powers Boothe deu vida ao seu némesis, o general romano Aécio, o último grande general romano, e foi igualmente muito feliz no seu esforço. Simmone Mackinnon parece sub-aproveitada no papel de Ildico e aparece muito pouco, apesar do protagonismo que recebe no final. Tommy Flanagan pareceu-me bem e Alice Krige foi agradavelmente calculista no papel de Gala Placídia, mas Red Rogers é fraco e algo histriónico e Kirsty Mitchell é excessivamente sexualizada. Liam Cunningham e Kate Steavenson-Payne também fizeram um trabalho interessante em papéis discretos. Tecnicamente, é claramente um trabalho para o pequeno ecrã, como se observa pela forma como a cinematografia e o visual foram tratados. Porém, é um trabalho pensado em grande e tem a palavra “épico” escrita em toda a parte, especialmente nas cenas de batalha, na banda sonora, nos cenários grandiosos e detalhados e finalmente nos figurinos, que chegam a parecer algo deslocados na medida em que poderiam perfeitamente ser aproveitados para cronologias mais recuadas da história de Roma. Mas quem disse que esta série respeitava a veracidade histórica?

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