Os Sete Relógios de Agatha Christie
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Os Sete Relógios de Agatha Christie

Os Sete Relógios de Agatha Christie

Tipo

Série

Ano

2026

Duração

-

Status

Ended

Lançamento

2026-01-15

Nota

6.3

Votos

169

Direção/Criação

Chris Chibnall

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

1

Episódios

3

Sinopse

Inglaterra, 1925. Uma brincadeira em uma festa de arromba teve um final trágico. Caberá à investigadora mais improvável de todas desvendar um mistério que mudará sua vida.

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Reviews

Total: 1

João Jaime Jorge

«Os Sete Relógios», baseado no livro do mesmo nome da Dama do Crime, Agatha Christie, é uma deliciosa produção da Netflix, com um enredo a transbordar de reviravoltas e um elenco onde pontificam Helena Bonham Carter (Fight Club) e Martin Freeman (The Hobbit). Nos fantásticos anos 20, na loucura do pós-Primeira Guerra Mundial, uma partida entre colegas do _Foreign Office_ , após uma festa numa mansão britânica no campo, dá, subitamente, lugar à descoberta da morte de Gerry Wade. Bundle, filha da anfitriã e apaixonada por Gerry, decide investigar o sucedido quando o evento é declarado como suicídio. O que se segue é a descoberta de uma conspiração que pode chegar aos mais altos níveis do governo, com perigo em todas as esquinas, uma sociedade secreta e um mistério que parece desafiar toda a lógica. Em quem se pode confiar? Helena Bonham Carter brilha como Lady Caterham, mãe de Bundle, um bastião da misantropia e adepta do classismo, embora falida. Com um perverso humor negro, todas as suas cenas são maravilhosas e constituem o ponto alto dos episódios. Já Martin Freeman, embora competente, é desperdiçado, contando apenas com uma mão-cheia de cenas. Mia McKenna-Bruce, como Bundle, aguenta-se bravamente como protagonista e eixo do enredo, mais pelo carisma do que pelo talento dramático, mas cumprindo admiravelmente, ainda assim, quando obrigada a expressões sinceras de emoção. Com apenas três episódios, «Sete Relógios» é uma aposta certeira para uma sessão agradável, podendo ser consumida, essencialmente, como uma longa-metragem. Tem bom ritmo, dinamismo e todos os elementos que se esperam do género, deixando satisfeitos os fãs. O final talvez desaponte em certa medida, com o enredo a ser excessivamente soletrado pelo(s) mau(s), ou má(s), da fita, em substituição da exibição do processo lógico que conduz o protagonista à solução, como acontece, designadamente, no enormíssimo _Poirot_ de David Suchet. Ainda assim, tal não impede que estejamos perante uma oferta charmosa da Netflix que não desilude e que, nos seus pontos mais altos, chega mesmo a brilhar.

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