
O Conde de Monte Cristo
Tipo
Série
Ano
1998
Duração
90 min
Status
Ended
Lançamento
1998-09-07
Nota
7.2
Votos
164
Direção/Criação
Josée Dayan
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
1
Episódios
4
Sinopse
Série conta clássica História de escrita por Alexandre Dumas pai. Estrlando Gérard Depardieu
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Uma excelente minissérie, com algum sentido cinematográfico.** Esta minissérie para a TV é composta por quatro episódios, sendo que cada um deles demora uma hora e meia, o tempo médio de um filme longa-metragem. A história é bastante conhecida e o roteiro, por isso, dispensa qualquer tipo de apresentação ou introdução. A qualidade desta adaptação é razoavelmente boa, muito embora eu tenha algumas críticas a apontar. A primeira e a mais significativa é a pouca atenção que a série dá aos acontecimentos que precedem a saída de Dantes da sua prisão. Para entendermos bem a história torna-se quase obrigatório ler o livro original, ou uma versão resumida da obra, porque a minissérie presume que todos conhecem a história. Não é algo agradável, e torna-se quase inaceitável numa adaptação que consome tanto tempo, com as suas quase seis horas de duração total. Muitas informações chegam até nós por flashback e quase todo o período na prisão é reduzido a dez minutos. A forma como Dantés e o Abade Faria se conhecem nunca é mostrada, Caderousse é uma personagem que só vamos ver depois da libertação de Dantés e nunca vemos Mercedes até Monte Cristo chegar a Paris. E se as motivações de Villefort e de Mondego são claras, nunca chegamos a entender o que podia ter ganho Danglars na traição contra aquele marinheiro ingénuo. A minissérie é francesa, e o núcleo central do seu elenco é igualmente desta nacionalidade: no papel protagonista, Gerard Depardieu faz um trabalho bastante satisfatório, talvez um dos mais felizes da sua carreira, que já é longa e o transforma num dos mais conhecidos actores franceses da actualidade. Jean Rochefort foi elegante e sóbrio como Fernand Mondego e Pierre Arditi soa agradavelmente sinistro no papel do Procurador Villefort. Ornella Muti parece elegante, mas algo insípida como Mercedes. Ainda temos boas performances de Georges Moustaki, Michael Aumont, Sergio Rubini, Florence Darel e Stanislas Merhar. A nível técnico, a série aproveita bem os cenários e os locais de filmagem seleccionados, e traz-nos bons figurinos e um ambiente que respira autenticidade e verosimilhança histórica. Possui ainda uma cinematografia agradável e elegante, pouco usual na TV e com algum sentido e estética de uma obra cinematográfica. A banda sonora, da autoria de Bruno Coulais, faz um trabalho excelente e fica no ouvido.
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